Análisis de aspectos técnicos de productos y redactor de contenidos. Licenciado en Radioelectrónica por la Universidad de Cádiz y aficionado a la tecnología y a todo lo que tenga que ver con la nutrición y el deporte.
Remington Ceramic Beard MB320C
Chega aos oito anos com duas utilizações por semana, ainda que a bateria se renda por volta do primeiro.
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Ofertas
Pros
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Continua a trabalhar com o cabo quando a bateria cede
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Toda a escala na máquina, sem pentes para perder
Contras
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Sem cabeçal cai de 1,5 mm para 0,5 mm de uma vez
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O pente parte-se e não se vende à parte
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Dezasseis horas de carga, sem aviso de carga cheia
Índice de conteúdos
Informação adicional
| Comprimentos de corte |
|---|
| À prova de água |
| Autonomia |
| Tempo de carregamento |
| Tamanho |
| Peso |
| Acessórios |
Resumo
Há aparadores que se compram pelo que fazem e outros pelos anos que duram. Este Remington é do segundo grupo, e a ficha técnica não explica porquê: o que o mantém em catálogo é a roda de comprimentos na lateral e o facto de continuar a trabalhar com o cabo ligado muito depois de a bateria se render.
O Remington Ceramic Beard MB320C num relance
Sem estojo de pentes para arrumar: o comprimento muda-se com uma roda de zoom na lateral, nove posições entre 1,5 e 18 mm, e toda a escala vive dentro da máquina. Para viajar é uma comodidade enorme, e no dia a dia agradece-se não andar à procura da peça certa.
O senão vem com o passo, porque anda de milímetro em milímetro e o pente é um só e largo, o mesmo para o pescoço e para o bigode, por isso o trabalho fino de contorno fica a meio.
É dos mais baratos desta lista e o que mais anos aguenta, que neste aparelho são a mesma coisa: a bateria rende-se cedo e ele continua a funcionar com o cabo ligado.
A nossa avaliação: 7,0
Análise detalhada
A roda de zoom substitui os pentes, não a precisão
O sistema é o clássico da gama de entrada da Remington: um pente que sobe e desce movido por uma roda dentada na lateral, com nove posições de 1,5 a 18 mm e uma janela que mostra em qual estamos. Muda-se de altura a meio do trabalho, sem trocar de cabeçal, e isso nota-se a esbater da maçã do rosto para o pescoço: desço dois cliques e continuo.
A roda não tem batente intermédio e gira com pouca resistência, por isso é fácil passar uma posição a meio da face. E passar uma posição aqui significa um milímetro inteiro, que é bastante mais do que parece.
O passo de um milímetro come a barba de três dias
Um salto de 1 mm é enorme quando se trabalha abaixo dos 5 mm, que é justamente o troço onde se decide o aspeto de uma barba curta. Entre o 2 e o 3 vai um mundo e não há nada pelo meio. Ao retirar o cabeçal fica um corte de 0,5 mm que apura bastante mais do que se espera, ou seja, a passagem de 1,5 mm para o rapado é quase um precipício.
Com barba de quatro dias a duas semanas anda folgado e não obriga a repassar a mesma zona três vezes. Para a deixar em dois ou três dias e mantê-la aí, falta-lhe o degrau. Quem precisa dessa medida tem de subir na lista de aparadores de barba até ao Panasonic BIG BEARD ER-GB86-K503, cuja roda anda de meio em meio milímetro e por isso não deixa esse buraco entre os 2 e os 3 mm.
O pente, além disso, é largo, pensado para a face e para o pescoço, e para o bigode ou o bordo do lábio fica grande e desajeitado. Traz um aparador que se desdobra para essas tarefas e que corta de sobra, mas falta-lhe rigidez, por isso o contorno ao milímetro não é o seu forte.
Duas gerações parecidas por fora: mini USB ou jack
Este modelo está há anos em catálogo e teve pelo menos duas versões que convém distinguir, porque de longe são quase a mesma. A antiga carregava por um mini USB na lateral. No papel era melhor ideia, um só cabo para o telemóvel e para o aparador, mas esse conector demorava a recarregar, estorvava ao usá-lo ligado à corrente e é a peça por onde o aparelho acaba por se estragar. Em compensação, a antiga trazia bolsa.
A que se vende agora trocou esse ponto por um conector jack muito mais sólido e mais bem colocado para trabalhar com o cabo, o que num aparelho destinado a acabar ligado à tomada é uma melhoria de fundo. O preço dessa troca é duplo: ficou sem bolsa e o carregador não é USB, por isso quem contava alimentá-lo com o cabo que já leva consigo junta mais um adaptador à gaveta.
A troca sai a favor da geração nova, porque a avaria que matava a velha era precisamente esse conector. Uma unidade da fase mini USB a preço de saldo não compensa.
Quarenta minutos de autonomia, dezasseis horas de carga e nenhum aviso
A bateria não é de lítio e isso condiciona tudo o resto. O manual pede 16 horas para uma carga completa e não há carga rápida, ou seja, é deixá-lo na tomada toda a noite e parte do dia seguinte. Os 40 minutos de autonomia dão para cinco ou seis arranjos de barba, por isso a recarga não é coisa que se tenha em cima todas as semanas. E se ficar a meio, trabalha com o cabo ligado.
O que menos me convence é não existir qualquer indicador de carga cheia. Só acende um piloto vermelho quando a bateria começa a pedir tomada, e o resto do tempo andamos às escuras. É uma sovinice difícil de defender mesmo num aparelho deste preço, porque um led verde não encarece nada. Nesta mesma lista, o Hatteker RF-692 mostra a percentagem de bateria num ecrã e carrega por USB, e é aí que se vê o que este Remington poupou.
O outro assunto é a vida dessa bateria: é por volta do primeiro ano que começa a fraquejar, mesmo com uso leve. E aí está a contrapartida que sustenta toda a sua reputação, porque com duas utilizações por semana estes Remington chegam aos oito anos e continuam a dar serviço com o cabo muito depois de a bateria ter deixado de aguentar. Compra-se a assumir que a bateria é um apoio e que o cabo é a forma normal de o usar.
Lâminas de cerâmica: sem óleo, mas com calor
As lâminas são de cerâmica e lubrificam-se sozinhas, por isso não há óleo nem rotina de manutenção. É das coisas que melhor justificam o que custa, a par da câmara que retém o pelo: o pelo cortado fica dentro do cabeçal em vez de se espalhar pelo lavatório, e essa função faz mesmo o que anuncia.
O motor, esse, é básico e aquece antes do que seria de esperar, e em pelo duro dá algum puxão se for contra o pelo ou se tentar descer várias posições numa só passagem. O fio também não é eterno: perde mordente ao fim de umas quantas sessões, e nota-se mesmo que a barba não seja especialmente densa. É uma cerâmica de gama de entrada e comporta-se como tal.
A fragilidade, que é o motivo real para duvidar
O que mais me faria pensar nesta compra não é o corte, é o plástico. O cabeçal com o pente é fino e os dentes partem-se com facilidade, e o sério vem a seguir, porque não se vende à parte. Sem pente, a máquina fica reduzida a um corte de 0,5 mm e pouco mais, ou seja, um acidente parvo inutiliza o aparelho inteiro.
A lâmina também tem tendência a sair do alojamento, e o conjunto não perdoa pancadas: uma pequena pode deixá-lo morto, sem aviso nenhum. Também não é submersível: o cabeçal enxagua-se debaixo da torneira, mas a máquina não entra no duche. Quem se arranja com a água a cair em cima tem de olhar para o Philips OneBlade QP2630/30, que é à prova de água e se usa dentro do duche.
A nossa avaliação final
É dos baratos desta lista e está em catálogo há tantos anos por um motivo que quase nenhuma ficha técnica recolhe: aguenta. A bateria rende-se cedo, mas o aparelho continua a trabalhar ligado à corrente, e assim chega onde não chegam aparadores que custaram o triplo. A roda em vez do estojo de pentes e uma cerâmica que não pede óleo arredondam o que se paga por ele.
O que não faz é afinar, e o senão que mais pesa nem sequer está no corte: o pente parte-se, não se repõe, e sem ele a máquina não serve para nada. Sobe pela longevidade e desce pela precisão, e é por isso que fica a meio da tabela. Uma máquina para tratar com cuidado e substituir sem dramas quando for altura.
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