Redatora, responsável pelos ensaios e pela qualidade dos conteúdos. Bacharelato em Turismo pela Universidade de Sevilha (2002), técnica em Prevenção de Riscos Profissionais e com ampla experiência profissional nas áreas da medicina estética, da odontologia e da ergonomia. Especialista em…
Amazfit Active 3 Premium
Safira, aço e doze dias de bateria, com um senão que decide a compra: a união da bracelete cede com um puxão.
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Preço verificado a 8 Set 2026 em 1 loja · intervalo 30 dias: 149,90€–149,90€
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Pros
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Vidro de safira e aro de aço inoxidável
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Doze dias declarados e 3.000 nits de brilho
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Cartografia descarregável no próprio relógio
Contras
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A união da bracelete cede com um puxão moderado
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Comandos de voz sempre em inglês, sem os mudar
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Carregar mapas por Bluetooth é lentíssimo
Índice de conteúdos
Informação adicional
| Peso |
|---|
| Autonomia |
| GPS |
| Resistência à água |
| Mapas offline |
Resumo
O Amazfit Active 3 Premium num relance
Vidro de safira e aro de aço inoxidável, num relógio que declara doze dias de autonomia, aguenta 5 ATM, carrega cartografia no próprio pulso e monta um ecrã AMOLED de 1,32 polegadas com 3.000 nits, que se lê ao sol sem ser preciso fazer sombra com a mão.
Há duas coisas que convém olhar antes de pagar, e nenhuma delas aparece na primeira linha do anúncio: a peça que une a bracelete à caixa cede com um puxão e os comandos de voz respondem sempre em inglês, sem hipótese de os mudar.
A nossa avaliação: 8,2
Análise detalhada
A linha Active da Amazfit é a de entrada da marca, e este Premium é o degrau acima dentro da própria linha: o mesmo tamanho contido, mas com materiais que normalmente não se veem por este dinheiro.
Safira e aço, e o que isso muda no dia a dia
O vidro de safira é a diferença técnica que justifica o apelido Premium: é o material que aguenta roçar numa parede sem ficar marcado. Vale a pena pô-lo ao lado do AGPTEK desta mesma comparação, cujo ecrã não traz qualquer proteção anti-riscos e se risca com facilidade. Não é o mesmo relógio nem a mesma gama, mas é exatamente o ponto em que um se estraga e o outro não.
O aro é de aço inoxidável e o ecrã, AMOLED de 1,32 polegadas com 3.000 nits de brilho máximo. Esse número não é de catálogo: traduz-se em não ter de fazer sombra com a mão para ler uma mensagem na rua, que é precisamente onde falham os ecrãs de brilho justo.
Doze dias de autonomia, sete se houver treino a sério
O fabricante declara até doze dias com uso típico e até sete com atividade intensa. É um intervalo realista, e quem leva o relógio ao pulso todos os dias agradece sobretudo não andar pendente do carregador.
Posto ao lado da nossa comparação de smartwatches, fica na parte alta sem ser o recordista: o Huawei Watch GT2 Sport declara catorze dias e o Garmin Forerunner 735XT, onze em modo inteligente. A distância grande está para o outro lado: o Apple Watch Series 6 ronda as dezoito horas. São dois planeamentos diferentes, e este joga no dos dias, não no das horas.
Mapas e navegação: tem-nos, e são lentos a carregar
Traz cartografia descarregável no próprio relógio e aceita percursos em formato GPX a partir de serviços como o Wikiloc. É um degrau acima do que anunciam os restantes desta lista portuguesa: o Garmin Forerunner 735XT, o relógio de triatlo do grupo, fica-se pelo GPS e o GLONASS.
É aí, no entanto, que se vê onde está o limite. O mapa cumpre e a orientação chega e sobra para caminhar, mas a transmissão por Bluetooth é muito lenta e ampliar uma secção do mapa pode levar meia hora. Não é impedimento se a rota for preparada na noite anterior; é impedimento se a ideia for improvisar a meio do caminho.
Onde se parte: a união da bracelete
A peça móvel que liga a bracelete ao corpo do relógio é o ponto fraco, e cede com uma força moderada: ficar preso numa corda, uma queda de bicicleta ou um puxão com a correia dos bastões de esqui.
O que torna o defeito relevante, e não uma anedota, está na própria lista de desportos que o relógio traz: vende-se para atividades em que um puxão desses é previsível, e essa união é a única coisa que segura o relógio ao pulso quando o puxão chega. Consta-me mais de um caso em que a reclamação ficou num formulário e num reencaminhamento para o suporte global, pelo que o prudente é contar com uma bracelete de substituição antes de contar com a garantia.
Junta-se um pormenor menor da mesma família: a bracelete não vem montada de fábrica, e montá-la é um trabalho incómodo para quem não tenha boa vista e mão firme.
Os comandos de voz, e o que desapareceu pelo caminho
Há uma falha que salta à vista: os comandos de voz respondem sempre em inglês, sem hipótese de os mudar, mesmo depois de atualizar o sistema. Quem contava falar com o relógio que o saiba antes de o comprar.
Faltam ainda duas coisas que modelos anteriores da casa traziam: o assistente Alexa e o deslocamento lateral entre ecrãs de informação. E o cálculo do limiar de lactato, que é uma das funções destacadas, só funciona em corrida e não em ciclismo. A comparação natural dentro desta categoria é o Garmin Forerunner 735XT, que anuncia o limiar de lactato entre as suas medições fisiológicas num relógio pensado para triatlo. Aqui a função existe, mas com uma porta fechada.
O pagamento sem contacto não é o que parece
A ficha diz que leva NFC, e é verdade, mas o pagamento não passa pelo Google Pay. Passa por uma aplicação intermediária de terceiros que obriga a abrir conta num banco em linha e a carregá-la. É incómodo suficiente para acabar por não se usar.
A diferença vê-se ao lado dos que resolvem isto sem rodeios dentro da mesma lista: o Huawei Watch GT2 Sport paga por NFC e o Apple Watch Series 6 paga com Apple Pay. Contar o pagamento entre as funções úteis na hora de decidir seria enganar-se. É o mesmo padrão que várias marcas chinesas arrastam.
Premium, Max e o Active 3 sem apelido
Convém não o confundir com dois irmãos vendidos ao mesmo tempo. O Active 3 sem apelido partilha a máquina mas prescinde da safira e do aço. O Active 3 Max sobe a autonomia e é mais grosso, e em troca fica sem o cálculo de lactato, que é justamente o que faz escolher o Premium quando não faz falta mais bateria. Face à geração anterior, o GTR 4, o que se ganha é ecrã, velocidade de carga e comandos de voz, não bateria, que fica a par.
A nossa avaliação final
Ponho-o como a compra mais razoável desta categoria: safira, aço, doze dias declarados, cartografia descarregável no pulso e um ecrã que se lê ao sol, tudo no mesmo relógio.
Não sobe mais por duas razões que não são pormenor. A união da bracelete cede com um puxão moderado num relógio vendido para desportos onde isso acontece, e o software arrasta ausências que a marca já resolvia em modelos anteriores. Com uma bracelete de substituição na gaveta e sem contar com os comandos de voz, é difícil tirar mais partido deste dinheiro.
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