Escrito por Sergio Robles
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Atualizado:
Tradução e revisão para português de Sylvia García. A análise, os ensaios e a nota são da mesma equipa que assina a versão espanhola.

Withings BPM Connect

Mede-se, tira-se do braço e a leitura já subiu por wi-fi para o telemóvel, que nem sequer tem de estar por perto.

Puntuación total
9,2
Fiabilidad
9,1
Manejabilidad
9,4
Accesorios
8,7

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Ofertas

Pros

  • Envia por wi-fi sem o telemóvel à frente

  • Enrola-se sobre si mesmo, sem tubo solto

  • Um botão e dígitos grandes no próprio tecido

Contras

  • Sem memória própria, tudo vive na aplicação

  • Há unidades que medem sistematicamente acima

  • Não acende aviso de batimento irregular

Informação adicional

EstojoNo incluye
Braçadeira
Memória
Utilizadores8 usuarios
Aviso de batimento irregularNo
Bluetooth
AlimentaçãoBatería recargable
Tipo de mediçãoBrazo

Resumo

Há aparelhos que se deixam de usar não por medirem mal, mas pelo que pedem antes de medir: tirar da gaveta, encaixar o tubo, procurar pilhas, abrir a aplicação e só então carregar no botão. O Withings BPM Connect ataca exatamente essa parte, e é aí que se separa do resto dos medidores de tensão arterial do comparativo.

O Withings BPM Connect num relance

O Withings BPM Connect é o medidor de braço que menos parafernália pede: uma braçadeira que se enrola como uma ligadura, um botão, o ecrã metido no próprio tecido e bateria recarregável por USB. Envia as medições por wi-fi sozinho, sem teres o telemóvel ao lado nem uma aplicação aberta à espera.

É para ti se o que te trava é a montagem de cabos, pilhas e emparelhamentos. Em troca pede uma colocação cuidada, o histórico vive inteiro na aplicação Health Mate e a leitura nem sempre bate certo com a de outro medidor de braço.

A nossa avaliação: 9,2

Análise detalhada

A braçadeira é uma peça só e enrola-se como uma ligadura

A braçadeira é de uma peça, em tecido macio e acolchoado, e cobre dos 22 aos 42 cm, um dos intervalos mais largos que se veem num medidor de braço. Não há tamanho para escolher nem braçadeira para comprar à parte, e agrada-me sobretudo que resolva com uma peça única aquilo que outras marcas vendem em duas referências.

Colocá-la é outra história. Não tem aro rígido nem guia de posição, por isso o tecido fica onde tu o deixares, e o aparelho só dá uma leitura estável quando a braçadeira cai paralela ao antebraço. Se ficar um pouco torta, a primeira medição perde-se, e nada no aparelho o avisa: acerta-se por tentativa e erro. Em braços finos essa amplitude joga contra, porque sobra tecido e custa que aperte por igual.

A comparação com o OMRON Evolv ajuda a perceber a troca, porque os dois dispensam o tubo por caminhos opostos. O Evolv resolve com um aro rígido pré-formado que se abre, deixa entrar o braço e ajusta sozinho quando o largas, e custa mais a colocar com uma só mão do que parece. O Withings resolve com tecido, que se enrola muito melhor, mas não te avisa quando fica torta.

Três medições seguidas e a média que salva a leitura

É aqui que se joga a nota. A função mais útil é a das três medições seguidas com média: em vez de ficares com uma leitura solta, encadeia as três e devolve o valor médio, que é justamente o que precisa um aparelho a quem a primeira medição se torce com facilidade.

Onde se lhe veem as costuras é ao compará-lo com um medidor de braço convencional. Uma parte das unidades bate certo com a referência sem esforço. Outras desviam-se de forma sistemática e sempre no mesmo sentido, para cima, face a um medidor de braço. E quando lhe dá para aí, fica assim: nem a reposição de fábrica nem reinstalar a aplicação a põem no sítio. Essa lotaria é o que mais me incomoda num modelo que exibe homologações AAMI, ESH e ISO e que diz ter sido desenvolvido com cardiologistas.

Posto ao lado do OMRON M7, a diferença não está no que cada um traz, está na constância: no M7 medem-se três ou quatro vezes seguidas e os valores saem muito juntos, e esse é o terreno em que um medidor de braço convencional ainda ganha a este formato. A média de três compensa parte disso, mas não elimina a diferença.

Um botão, dígitos grandes e um ecrã que não conta mais nada

Um único botão para tudo, e o ecrã embutido na própria braçadeira em vez de numa caixa à parte. Isso elimina o tubo que liga o aparelho ao braço em quase todos os rivais e deixa o número à vista no mesmo volume, em dígitos grandes e com um aviso de cor ao lado.

Esse ecrã não conta mais nada: nem histórico, nem gráfico, nem hora. Para ver o que quer que seja além da leitura acabada de tirar, tens de ir ao telemóvel. E não acende aviso de batimento irregular, a única função que dou mesmo por falta. É a diferença mais visível face aos aparelhos de braço da OMRON desta lista, que assinalam essa medição no próprio ecrã.

Sem memória própria, o histórico é a aplicação

O aparelho não tem memória interna, nem uma única posição. O histórico vive inteiro na aplicação Health Mate, aí sim sem limite e repartido por perfis, até oito, para que não se misturem as medições de duas pessoas da mesma casa.

O seu verdadeiro trunfo é a forma como os dados chegam lá: guarda a medição e envia-a por wi-fi sem o telemóvel à frente, por isso abres a aplicação quando te apetece e está tudo posto. Nada de deixar o telemóvel ao lado com a aplicação aberta, que é o que pedem quase todos os aparelhos com ligação ao telemóvel. O senão é de dependência pura: sem conta e sem aplicação, isto é um ecrã de usar e esquecer. E o ecossistema empurra para programas por assinatura com mais insistência do que eu gostaria.

Esses oito perfis são, ainda assim, quatro vezes os dois que dá o M7, e o Evolv nem sequer separa utilizadores: mete todas as leituras no mesmo registo. A troca é limpa: o Withings dá-te os perfis todos e não te dá memória nenhuma no aparelho.

Bateria, materiais e a mala

Bateria recarregável por USB, sem pilhas para gastar na gaveta. O número da casa fala em até seis meses, e tem letra pequena: sai de uma medição diária, por isso quem repete medições fica-se por bastante menos. Há exemplares a quem a bateria se planta em semanas: carregam em minutos, dão a carga por completa e esvaziam-se ao fim de três ou quatro medições.

Os plásticos são simples e o conjunto sente-se leve antes de sólido. Também há aparelhos que encravam no erro 205 e deixam de medir sem que nada tenha mudado, e daí não os tira a reposição de fábrica nem a assistência técnica. Como bagagem, em contrapartida, não tem rival: enrola-se sobre si mesmo, não precisa de estojo (também não o traz) e ocupa o que ocupa uma meia no fundo da mala.

o withings bpm connect enrolado sobre si mesmo

É aí que se percebe para que serve mesmo este formato. Um OMRON RS7 cabe no bolso de um casaco com o estojo rígido posto, mas mede no pulso, e no pulso a postura pesa muito no número que sai. O Withings arruma-se quase tão pequeno e continua a medir no braço, e esse é o argumento a favor dele quando o aparelho sai muito de casa.

Versões: qual compras hoje

Este Connect não é o primeiro medidor de braço da marca. Antes houve um com cabo, e aqueles aparelhos aguentam anos sem começar a dar dados estranhos. O que muda aqui é precisamente o cabo: wi-fi e bluetooth próprios, bateria dentro e ecrã no tecido, para não depender de nada externo enquanto mede. É a versão que se vende hoje, e o salto paga-se em peças novas que se podem estragar.

Dentro desta referência não há por onde escolher: uma única braçadeira dos 22 aos 42 cm, sem versão estreita nem extralarga, e uma só configuração de funções. Se o intervalo de braço não te encaixa, não há substituição que o resolva, e se queres este mesmo formato com mais funções, tens de procurar fora desta referência.

9,2

A nossa avaliação final

Este é o aparelho de quem se deixa de medir por preguiça. Não há pilhas para trocar, nem tubo para encaixar, nem caixa para abrir: tira-se do carregador, enrola-se no braço, carrega-se uma vez e a medição já está no telemóvel antes de o tirares. Quem viaja agradece o mesmo, porque não leva estojo nem peças soltas para montar.

Em troca há que aceitar o negócio inteiro: sem a aplicação não há histórico, porque o aparelho não guarda uma única medição, e face a um medidor de braço como o M7 ganha-se formato e perde-se alguma certeza no número. Se o que te trava é a preguiça da montagem, a troca compensa; se procuras a leitura mais constante da casa, não.

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