Análise dos aspetos técnicos dos produtos e redação de conteúdos. Licenciado em Radioeletrónica pela Universidade de Cádis e apaixonado por tecnologia e por tudo o que tenha que ver com nutrição e desporto.
Withings BPM Connect
Mede-se, tira-se do braço e a leitura já subiu por wi-fi para o telemóvel, que nem sequer tem de estar por perto.
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Ofertas
Pros
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Envia por wi-fi sem o telemóvel à frente
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Enrola-se sobre si mesmo, sem tubo solto
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Um botão e dígitos grandes no próprio tecido
Contras
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Sem memória própria, tudo vive na aplicação
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Há unidades que medem sistematicamente acima
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Não acende aviso de batimento irregular
Índice de conteúdos
Informação adicional
| Estojo | No incluye |
|---|---|
| Braçadeira | |
| Memória | |
| Utilizadores | 8 usuarios |
| Aviso de batimento irregular | No |
| Bluetooth | |
| Alimentação | Batería recargable |
| Tipo de medição | Brazo |
Resumo
Há aparelhos que se deixam de usar não por medirem mal, mas pelo que pedem antes de medir: tirar da gaveta, encaixar o tubo, procurar pilhas, abrir a aplicação e só então carregar no botão. O Withings BPM Connect ataca exatamente essa parte, e é aí que se separa do resto dos medidores de tensão arterial do comparativo.
O Withings BPM Connect num relance
O Withings BPM Connect é o medidor de braço que menos parafernália pede: uma braçadeira que se enrola como uma ligadura, um botão, o ecrã metido no próprio tecido e bateria recarregável por USB. Envia as medições por wi-fi sozinho, sem teres o telemóvel ao lado nem uma aplicação aberta à espera.
É para ti se o que te trava é a montagem de cabos, pilhas e emparelhamentos. Em troca pede uma colocação cuidada, o histórico vive inteiro na aplicação Health Mate e a leitura nem sempre bate certo com a de outro medidor de braço.
A nossa avaliação: 9,2
Análise detalhada
A braçadeira é uma peça só e enrola-se como uma ligadura
A braçadeira é de uma peça, em tecido macio e acolchoado, e cobre dos 22 aos 42 cm, um dos intervalos mais largos que se veem num medidor de braço. Não há tamanho para escolher nem braçadeira para comprar à parte, e agrada-me sobretudo que resolva com uma peça única aquilo que outras marcas vendem em duas referências.
Colocá-la é outra história. Não tem aro rígido nem guia de posição, por isso o tecido fica onde tu o deixares, e o aparelho só dá uma leitura estável quando a braçadeira cai paralela ao antebraço. Se ficar um pouco torta, a primeira medição perde-se, e nada no aparelho o avisa: acerta-se por tentativa e erro. Em braços finos essa amplitude joga contra, porque sobra tecido e custa que aperte por igual.
A comparação com o OMRON Evolv ajuda a perceber a troca, porque os dois dispensam o tubo por caminhos opostos. O Evolv resolve com um aro rígido pré-formado que se abre, deixa entrar o braço e ajusta sozinho quando o largas, e custa mais a colocar com uma só mão do que parece. O Withings resolve com tecido, que se enrola muito melhor, mas não te avisa quando fica torta.
Três medições seguidas e a média que salva a leitura
É aqui que se joga a nota. A função mais útil é a das três medições seguidas com média: em vez de ficares com uma leitura solta, encadeia as três e devolve o valor médio, que é justamente o que precisa um aparelho a quem a primeira medição se torce com facilidade.
Onde se lhe veem as costuras é ao compará-lo com um medidor de braço convencional. Uma parte das unidades bate certo com a referência sem esforço. Outras desviam-se de forma sistemática e sempre no mesmo sentido, para cima, face a um medidor de braço. E quando lhe dá para aí, fica assim: nem a reposição de fábrica nem reinstalar a aplicação a põem no sítio. Essa lotaria é o que mais me incomoda num modelo que exibe homologações AAMI, ESH e ISO e que diz ter sido desenvolvido com cardiologistas.
Posto ao lado do OMRON M7, a diferença não está no que cada um traz, está na constância: no M7 medem-se três ou quatro vezes seguidas e os valores saem muito juntos, e esse é o terreno em que um medidor de braço convencional ainda ganha a este formato. A média de três compensa parte disso, mas não elimina a diferença.
Um botão, dígitos grandes e um ecrã que não conta mais nada
Um único botão para tudo, e o ecrã embutido na própria braçadeira em vez de numa caixa à parte. Isso elimina o tubo que liga o aparelho ao braço em quase todos os rivais e deixa o número à vista no mesmo volume, em dígitos grandes e com um aviso de cor ao lado.
Esse ecrã não conta mais nada: nem histórico, nem gráfico, nem hora. Para ver o que quer que seja além da leitura acabada de tirar, tens de ir ao telemóvel. E não acende aviso de batimento irregular, a única função que dou mesmo por falta. É a diferença mais visível face aos aparelhos de braço da OMRON desta lista, que assinalam essa medição no próprio ecrã.
Sem memória própria, o histórico é a aplicação
O aparelho não tem memória interna, nem uma única posição. O histórico vive inteiro na aplicação Health Mate, aí sim sem limite e repartido por perfis, até oito, para que não se misturem as medições de duas pessoas da mesma casa.
O seu verdadeiro trunfo é a forma como os dados chegam lá: guarda a medição e envia-a por wi-fi sem o telemóvel à frente, por isso abres a aplicação quando te apetece e está tudo posto. Nada de deixar o telemóvel ao lado com a aplicação aberta, que é o que pedem quase todos os aparelhos com ligação ao telemóvel. O senão é de dependência pura: sem conta e sem aplicação, isto é um ecrã de usar e esquecer. E o ecossistema empurra para programas por assinatura com mais insistência do que eu gostaria.
Esses oito perfis são, ainda assim, quatro vezes os dois que dá o M7, e o Evolv nem sequer separa utilizadores: mete todas as leituras no mesmo registo. A troca é limpa: o Withings dá-te os perfis todos e não te dá memória nenhuma no aparelho.
Bateria, materiais e a mala
Bateria recarregável por USB, sem pilhas para gastar na gaveta. O número da casa fala em até seis meses, e tem letra pequena: sai de uma medição diária, por isso quem repete medições fica-se por bastante menos. Há exemplares a quem a bateria se planta em semanas: carregam em minutos, dão a carga por completa e esvaziam-se ao fim de três ou quatro medições.
Os plásticos são simples e o conjunto sente-se leve antes de sólido. Também há aparelhos que encravam no erro 205 e deixam de medir sem que nada tenha mudado, e daí não os tira a reposição de fábrica nem a assistência técnica. Como bagagem, em contrapartida, não tem rival: enrola-se sobre si mesmo, não precisa de estojo (também não o traz) e ocupa o que ocupa uma meia no fundo da mala.
É aí que se percebe para que serve mesmo este formato. Um OMRON RS7 cabe no bolso de um casaco com o estojo rígido posto, mas mede no pulso, e no pulso a postura pesa muito no número que sai. O Withings arruma-se quase tão pequeno e continua a medir no braço, e esse é o argumento a favor dele quando o aparelho sai muito de casa.
Versões: qual compras hoje
Este Connect não é o primeiro medidor de braço da marca. Antes houve um com cabo, e aqueles aparelhos aguentam anos sem começar a dar dados estranhos. O que muda aqui é precisamente o cabo: wi-fi e bluetooth próprios, bateria dentro e ecrã no tecido, para não depender de nada externo enquanto mede. É a versão que se vende hoje, e o salto paga-se em peças novas que se podem estragar.
Dentro desta referência não há por onde escolher: uma única braçadeira dos 22 aos 42 cm, sem versão estreita nem extralarga, e uma só configuração de funções. Se o intervalo de braço não te encaixa, não há substituição que o resolva, e se queres este mesmo formato com mais funções, tens de procurar fora desta referência.
A nossa avaliação final
Este é o aparelho de quem se deixa de medir por preguiça. Não há pilhas para trocar, nem tubo para encaixar, nem caixa para abrir: tira-se do carregador, enrola-se no braço, carrega-se uma vez e a medição já está no telemóvel antes de o tirares. Quem viaja agradece o mesmo, porque não leva estojo nem peças soltas para montar.
Em troca há que aceitar o negócio inteiro: sem a aplicação não há histórico, porque o aparelho não guarda uma única medição, e face a um medidor de braço como o M7 ganha-se formato e perde-se alguma certeza no número. Se o que te trava é a preguiça da montagem, a troca compensa; se procuras a leitura mais constante da casa, não.
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