Escrito por Lidia Zafra Álvarez
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Atualizado:
Tradução e revisão para português de Sylvia García. A análise, os ensaios e a nota são da mesma equipa que assina a versão espanhola.

HUAWEI Watch D2

Traz uma braçadeira insuflável dentro da bracelete, por isso não estima a tensão arterial: mede-a como o aparelho da consulta.

Valoración global
8,3
Fiabilidad de la medida
7,9
Comodidad y ajuste
7,5
Resto de funciones
9,1

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Ofertas

Evolução do preço — HUAWEI Watch D2

Preço verificado a 8 Set 2026 em 1 loja · intervalo 30 dias: 349,00€–349,00€

Pros

  • Braçadeira insuflável na bracelete, mede em vez de estimar

  • Registo programado de 24 horas, de dia e de noite

  • Certificado médico europeu para a tensão arterial

Contras

  • A leitura depende muito da colocação no pulso

  • Não se deixa calibrar com um tensiómetro de braço

  • Quem tem pacemaker implantado não o pode usar

Informação adicional

Método de medición
Certificación médica
Calibración
Suscripción
Medición continua
Electrocardiograma
Tamaño de muñeca
Autonomia

Resumo

O HUAWEI Watch D2 num relance

Traz uma braçadeira insuflável a sério metida dentro da bracelete, uma bolsa de ar de 26,5 mm que insufla e esvazia em cada medição. Não estima nada por sensores óticos: mede como mede o aparelho da consulta, e daí lhe vem o certificado médico europeu que exibe, o CE0197.

Com isso faz aquilo que mais nenhum relógio desta lista faz: um registo programado de 24 horas, a medir de 15 em 15 ou de 30 em 30 minutos, de dia e de noite. É exatamente o exame que até agora havia que ir buscar ao centro de saúde.

O resto é um relógio Huawei completo, com ecrã grande, chamadas por Bluetooth e eletrocardiograma de uma derivação, a mesma função que define a nossa secção de smartwatches com ECG.

A nossa avaliação: 8,3

Análise detalhada

Uma braçadeira a sério metida dentro da bracelete

A diferença face ao resto da categoria não é de precisão, é de método. Os relógios que anunciam tensão arterial com sensores óticos calculam uma estimativa a partir da forma como o pulso viaja, e é preciso dizer-lhes primeiro quanto se tem para que se ajustem. O Samsung Galaxy Watch4, que nesta lista também anuncia medição de tensão arterial, prende essa função a um telemóvel da marca: sem ele nem sequer aparece. O D2 insufla uma bolsa de ar contra o pulso e lê a oscilação, que é o mesmo princípio físico do aparelho da consulta.

Ecrã do HUAWEI Watch D2 a mostrar a sistólica e a diastólica, ao lado da bracelete com a braçadeira insuflável

Daí vem a certificação, e daí vem também o senão físico: nota-se o insuflar. Dura pouco, mas está lá, e para fazer desporto com o relógio posto estorva. Não há outra maneira de conseguir aquilo que ele consegue.

O registo de 24 horas, sem o ir buscar a lado nenhum

É a sua função grande e a que justifica o lugar que ocupa. Lança-se um plano de automedição e o relógio vai tirando a tensão sozinho, de 15 em 15 ou de 30 em 30 minutos ao longo do dia e da noite, e desenha a curva completa. Quem já levou o aparelho de registo que emprestam no centro de saúde sabe o que é dormir com uma braçadeira de braço a insuflar de meia em meia hora. Isto é o mesmo no pulso, e num relógio que já se traz posto.

Esse uso come a bateria a outra velocidade: com o plano de 24 horas em marcha, a autonomia anunciada na ficha não tem nada que ver com a que se vê. Sem ele, aguenta com folga mais de uma semana, ainda assim longe dos 14 dias que o Huawei Watch GT2 Sport anuncia, que é o que a mesma marca dá num relógio sem bomba de ar lá dentro.

O que a colocação muda no número

É aqui que se decide a reputação do relógio, e os resultados dividem-se em dois campos. Comparado com um tensiómetro de braço, umas vezes a diferença fica nas décimas e outras a sistólica sobe 20 ou 30 pontos acima. Há um dado que aparece em quase todas essas comparações e que ajuda a perceber o que se passa: a diastólica desvia-se muito pouco, quatro ou sete pontos, e a que dispara é sempre a sistólica.

O que separa uns casos dos outros é a colocação. Nos primeiros dias dá valores sem nexo e depois começa a bater certo, e o motivo é sempre o mesmo: o relógio tem de ficar num ponto concreto do pulso e bem apertado, e o manual explica isso com um protocolo que quase ninguém lê até ao fim. Com a bracelete folgada, a bolsa de ar não aperta contra a artéria e o número sai alto.

O que não se pode fazer é justamente aquilo que mais se pede: não se deixa calibrar com um tensiómetro de braço. Não há qualquer opção para lhe indicar um valor de referência, e a Huawei não respondeu a quem lho perguntou.

Com pacemaker, este relógio está fora de questão

Está escrito nas advertências da caixa e não aparece em lado nenhum do anúncio, por isso descobre-se ao abrir: quem tem pacemaker implantado não pode usar aparelhos com estas funções. É o tipo de dado que decide uma compra inteira: há quem o tenha comprado precisamente para vigiar a tensão de um familiar e tenha tido de o devolver por causa desse aviso. Só se sabe lendo as letras miúdas.

A bracelete acaba antes do que parece

Vêm duas medidas de bracelete, a M para pulsos de 13 a 16 cm e a L de 16 a 21 cm. O limite real da L, 21 cm, atinge-se com um pulso de homem normal: sem sequer ter mãos grandes já fica justa. Acima dessa medida o relógio não ajusta, e sem ajuste não há medição fiável, por isso não é uma questão de conforto, é a questão de saber se o aparelho serve ou não serve.

A caixa de 48 mm também não disfarça. A Huawei fabrica-a igual para toda a gente e só muda a cor.

Watch D2 ou Watch D: qual se encontra hoje

O D2 vende-se em três cores, preto, branco e azul, com diferenças de preço notáveis entre elas para o mesmo relógio. A geração anterior, o Watch D sem mais, continua a aparecer nas pesquisas e monta o mesmo sistema de braçadeira, mas hoje já não tem botão de compra: vê-se a página e não se compra. Se aparecer um Watch D barato noutro sítio, o que se está a levar é o modelo anterior ao ecrã AMOLED grande e ao registo de 24 horas tal como funciona agora.

Um aviso sobre a saúde do aparelho a médio prazo: há mais do que um caso de relógios que deixam de medir a tensão ao fim de dois meses, com o resto das funções intactas. É minoria, mas não se manifesta logo à saída da caixa: o relógio funciona um tempo e falha depois.

8,3

A nossa avaliação final

Ponho-o à frente de tudo o que há na lista de smartwatches para vigiar a tensão arterial, e por uma razão só: não a estima, mede-a, e traz o papel que o comprova. Validação clínica há noutros relógios da lista, como a do Withings ScanWatch, mas essa é para o eletrocardiograma. Para a tensão arterial, o D2 não tem companhia. E o registo programado de 24 horas era, até há bem pouco, uma coisa emprestada pelo centro de saúde.

Pesam-lhe três coisas concretas, e nenhuma delas é o que custa. A bracelete L fica sem folga assim que o pulso passa dos 21 cm. O número depende muito mais da colocação do que o anúncio deixa pensar, e não há forma de o calibrar para corrigir essa diferença. E a incompatibilidade com pacemaker está onde ninguém a procura.

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