Redatora, responsável pelos ensaios e pela qualidade dos conteúdos. Bacharelato em Turismo pela Universidade de Sevilha (2002), técnica em Prevenção de Riscos Profissionais e com ampla experiência profissional nas áreas da medicina estética, da odontologia e da ergonomia. Especialista em…
Samsung Galaxy Watch7
O eletrocardiograma só se liga com um telemóvel Samsung Galaxy, e a bateria obriga a carregá-lo todos os dias.
Tens algo a dizer sobre este produto? ⭐⭐⭐⭐⭐ Deixa aqui a tua avaliação.
Galeria
Ofertas
Preço verificado a 8 Set 2026 em 1 loja · intervalo 30 dias: 213,94€–213,94€
Ainda não há dados de histórico para este produto.
Pros
-
Pagamentos por NFC, GPS próprio e aplicações Wear OS
-
Registo de sono dos mais detalhados desta lista
-
O traçado do ECG exporta-se em PDF pelo telemóvel
Contras
-
O ECG só se liga com um telemóvel Samsung Galaxy
-
Até 40 horas de bateria, nem dia e meio
-
Há unidades que deixam de aceitar carga ao ano
Índice de conteúdos
Informação adicional
| Autonomia | |
|---|---|
| À prova de água | |
| Pagamentos NFC | ✔ |
| GPS | |
| Oxímetro | ✔ |
| Modos desportivos | |
| ECG compatible con | |
| Peso | |
| Resistência à água | |
| Mapas offline |
Resumo
Há duas condições que decidem esta compra e nenhuma delas vem no título do anúncio: o eletrocardiograma só se liga com um telemóvel Samsung Galaxy e a bateria não chega a dia e meio. Cumpridas as duas, é dos relógios mais completos que há nesta categoria de smartwatches, porque não deixa nada pelo caminho.
O Samsung Galaxy Watch7 num relance
Faz o que promete: regista o eletrocardiograma, avisa de ritmo cardíaco irregular, paga por NFC, tem GPS próprio e corre Wear OS, um sistema a que não falta nada.
A primeira condição é a que apanha mais gente desprevenida: o eletrocardiograma só funciona com um telemóvel Samsung Galaxy, porque a aplicação que o ativa descarrega-se da Galaxy Store. A segunda é a autonomia, que não chega a dia e meio e é o senão que mais lhe pesa na nota.
Nada disto é novo na subcategoria com ECG: a condição do telemóvel Samsung já vinha três gerações antes.
A nossa avaliação: 7,0
Análise detalhada
O eletrocardiograma, com a letra miudinha à frente
A leitura faz-se pela aplicação Samsung Health Monitor, e é aí que está o assunto: essa aplicação não está no Google Play, descarrega-se da Galaxy Store, e a Galaxy Store só existe em telemóveis Samsung. Traduzido: com um Pixel, um Xiaomi ou qualquer outro Android, o relógio emparelha e funciona como relógio, mas a função que o põe nesta categoria não se pode ativar.
É exatamente a mesma barreira que já trazia o Galaxy Watch4 desta mesma lista, onde o ECG e a medição da tensão arterial também ficam reservados a quem tenha um telemóvel da marca. Três gerações depois, a Samsung não mudou de ideias.
E há uma segunda letra miudinha que apanha mais do que um: a aplicação e o relógio têm de ter sido comprados num país onde o serviço esteja aprovado. Uma unidade trazida de fora pode ficar sem a função.
Cumpridas as duas condições, funciona bem e a leitura é rápida. E não convém confundi-la com a medição de tensão arterial que a Samsung também oferece, que é outra função: exige ser calibrada com um tensiómetro de braço e não está disponível em todo o lado.
A bateria, que é o seu ponto fraco
Um dia. A cifra é do próprio fabricante e não admite discussão: 300 mAh que dão até 40 horas com o ecrã sempre ativo desligado e até 30 horas com ele ligado. Nem dia e meio.
Os números confirmam-no: dos cem por cento aos dez em 16 horas, seis delas a dormir e sem lhe tocar. Obriga a ligá-lo à corrente antes de completar 18 horas, e isso é motivo suficiente para lhe baixar a nota. É o preço do formato: ecrã AMOLED grande, Wear OS completo e uma caixa que não é especialmente grossa.
A consequência prática pesa mais do que parece: para medir o sono, o relógio tem de passar a noite no pulso, por isso obriga a arranjar um espaço para a carga durante o dia. É o oposto do que faz o Withings ScanWatch desta mesma lista, que anuncia 30 dias precisamente porque troca o ecrã grande por um mostrador de ponteiros com uma janela pequena. Justiça seja feita, também não é o pior desta lista neste capítulo: o Apple Watch Series 6, que também faz eletrocardiograma, fica-se pelas 18 horas.
O que traz e os outros não trazem
Pagamentos por NFC, GPS próprio sem depender do telemóvel e acesso às aplicações do Wear OS, que é onde se nota que isto é um relógio completo e não um acessório de saúde. Para quem já tem um telemóvel Samsung, a integração é a mais cómoda de toda a comparação: emparelha-se sozinho e tudo aparece no Samsung Health sem configurar nada.
O sensor de temperatura e a medição de oxigénio no sangue estão lá, e o registo de sono é dos mais detalhados desta lista. O Fitbit Sense aposta no mesmo terreno da saúde, com seis dias de bateria e homologação da FDA e da CE para o autodiagnóstico de ECG, mas quem quiser um relógio que também sirva de relógio inteligente tem aqui muito mais sistema por baixo.
O que acontece ao registo depois de tirado
A leitura termina e o traçado fica guardado no Samsung Health Monitor, dentro do telemóvel. A partir daí exporta-se em PDF, que é a parte que de verdade serve: um registo que fica preso na aplicação e não se consegue tirar não vale para o mostrar a ninguém.
O ficheiro sai com a data, a hora e o resultado que o aparelho deu, e partilha-se como qualquer outro ficheiro. Vale a pena fazer a prova no primeiro dia, antes de ser preciso, porque a exportação está a dois ou três toques de distância e não é evidente onde.
Watch7, Watch8 e o Watch4 que também analisámos
A Samsung já lançou o Watch8 e, para quem procure especificamente mais bateria, é por aí que tem de ir, porque a autonomia é justamente o que o fabricante tentou corrigir nessa geração. O Watch7 vende-se em 40 e 44 mm e em versão Bluetooth ou com conectividade móvel; o eletrocardiograma está em todas.
E o Watch4, três gerações mais antigo, continua à venda e continua a fazer o ECG com as mesmas condições. O que os separa em preço já não é tanto, e o 7 ganha em ecrã, em sensores e em anos de atualizações pela frente.
E a avaria de fundo: deixa de carregar antes do ano
Com carga diária, esta bateria degrada-se depressa e há unidades desta linha que acabam por não aceitar carga por volta do primeiro ano. Encaixa no que se vê em várias marcas: baterias pequenas, carregadas todos os dias, que não chegam inteiras ao primeiro aniversário.
A nossa avaliação final
Se em casa há um telemóvel Samsung, este é um relógio que se entende sozinho com o que já lá está instalado: emparelha-se sem configurar nada, tudo aparece no Samsung Health, e não deixa nada importante pelo caminho, nem pagamentos, nem GPS, nem aplicações. Face ao Galaxy Watch4 desta mesma lista, que faz o eletrocardiograma com a mesma condição, ganha em ecrã, em sensores e em anos de atualizações pela frente.
Se o telemóvel não é Samsung, nem sequer o ponho na comparação, e não por um capricho de compatibilidade: a função que dá nome à categoria simplesmente não se liga. E mesmo cumprindo essa condição, há que aceitar carregá-lo todos os dias. Quem não quiser isso tem o Withings ScanWatch desta mesma lista, que dura 30 dias e traz o eletrocardiograma clinicamente validado, à custa de renunciar ao ecrã grande e a tudo o que ele traz por baixo.
Avaliações (0)
Índice de conteúdos

Avaliações
Clear filtersAinda não há comentários