Redatora, responsável pelos ensaios e pela qualidade dos conteúdos. Bacharelato em Turismo pela Universidade de Sevilha (2002), técnica em Prevenção de Riscos Profissionais e com ampla experiência profissional nas áreas da medicina estética, da odontologia e da ergonomia. Especialista em…
Huawei Band 11
Três anos de garantia do fabricante e compatibilidade declarada com iPhone numa pulseira que pesa cerca de 17 gramas.
Tens algo a dizer sobre este produto? ⭐⭐⭐⭐⭐ Deixa aqui a tua avaliação.
Ofertas
Preço verificado a 9 Set 2026 em 1 loja · intervalo 30 dias: 49,00€–49,00€
Ainda não há dados de histórico para este produto.
Pros
-
Três anos de garantia do fabricante mais seis meses
-
Lê-se em pleno sol, com 1500 nits de brilho
-
Funciona com Android e com iPhone
Contras
-
A aplicação Huawei Health instala-se fora da Google Play
-
Sem GNSS próprio e sem NFC para pagar
-
O registo de conta pede muitos dados pessoais
Índice de conteúdos
Informação adicional
| Autonomia |
|---|
| Notificações |
| À prova de água |
| GPS |
| Pagamentos NFC |
| Modos desportivos |
Resumo
A Band 11 é a pulseira barata da Huawei, a que compete por baixo dos relógios da marca: 1,62 polegadas de AMOLED, cerca de 17 gramas e um corpo com menos de nove milímetros no ponto mais fino. Chega com duas coisas pouco habituais nesta categoria de smartbands, três anos de garantia do fabricante e compatibilidade declarada com iPhone, e com um trâmite de entrada que é o mais incómodo de a ter.
O Huawei Band 11 num relance
É a que menos entraves põe a quem compra. A Huawei declara três anos de garantia mais seis meses de extensão, funciona com Android 9 em diante e com iOS 13 em diante, e esses três anos valem tanto como uma função.
O ecrã é o outro ponto forte. Os 1500 nits notam-se em pleno sol, que é onde se olha para uma pulseira, e o conjunto pesa tão pouco que se esquece no pulso, também a nadar.
O senão chega antes de a estrear. A aplicação da Huawei instala-se por fora da Google Play e o registo pede muitos dados pessoais, e esse trâmite é o pior momento de a ter, ainda que só se passe uma vez. A isso junta-se que não há GPS próprio nem pagamentos sem contacto.
A nossa avaliação: 8,4
Análise detalhada
Oito dias a sério, catorze no papel e três com o ecrã aceso
A Huawei publica os três cenários, e a distância entre eles é enorme. O título de catorze dias sai de um uso muito medido: monitorização contínua do pulso, seguimento noturno do sono desligado, meia hora de exercício por semana e o ecrã a acender duzentas vezes por dia. Assim que se liga o sono, a medição contínua de oxigénio no sangue e a deteção de stress, e se sobe a uma hora de exercício por semana, a própria marca desce a conta para oito dias. E se o ecrã ficar sempre visível, para três.
Os 300 mAh dão então para pouco mais de uma semana com tudo a funcionar, que é como a maioria a vai levar. Continua a ser muito mais do que um relógio inteligente e algo menos do que as pulseiras que se gabam de três semanas, embora essas também contem os seus dias com quase tudo desligado.
Pô-la a funcionar é o mais pesado de a ter
Aqui está o motivo por que não pontua mais alto. Para que a pulseira faça mais do que dar as horas é preciso instalar a Huawei Health, criar conta e passar por um registo que pede bastantes dados. O obstáculo chega antes disso: essa aplicação não se descarrega da Google Play, porque a marca ficou fora dos serviços da Google. É preciso procurá-la no site da Huawei e autorizar o telemóvel a instalar algo que não vem da loja do costume, e bastante gente desiste aí mesmo. O resultado acaba sempre igual, custa arrancar e depois esquece-se, mas o primeiro bocado com a aplicação é o pior momento de a ter.
Uma vez lá dentro, a aplicação faz o que lhe compete e acrescenta pormenores pouco habituais neste escalão, como a sincronização da agenda do telemóvel para ver os eventos no pulso. A Huawei avisa ainda que algumas funções ficam de fora se o Android do telemóvel for de 32 bits.
É também aqui que se mede a distância para a Huawei Band 6 que este ranking ainda tem publicada. Nessa, a compatibilidade com a Apple é limitada e há funções que se ficam pelo caminho; esta declara iOS 13 em diante, e quem tem iPhone deixa de comprar às escuras. O ecrã segue o mesmo caminho: a Band 6 fica-se pelas 1,47 polegadas e esta chega às 1,62.
O que mede do coração, e o que esse selo não significa
Monta sensor ótico de frequência cardíaca, saturação de oxigénio, seguimento da variabilidade cardíaca vinte e quatro horas por dia e uma análise de irregularidades do pulso que avisa quando deteta algo estranho. A deteção de apneia do sono anunciada na caixa não vem de fábrica: a Huawei especifica que chega através de uma atualização posterior.
E há um pormenor que se interpreta mal com facilidade, porque aparece em toda a publicidade da marca. Junto à análise de arritmias mostra-se um selo da TÜV Rheinland, e o que esse selo certifica é o sistema de gestão da qualidade da Huawei ao abrigo da norma EN ISO 13485, não que a função esteja validada clinicamente. A própria Huawei remata na nota de rodapé: este produto não se destina a uso médico e os seus dados são de referência. É uma pulseira de atividade, e com isso já justifica o que custa.
A cor decide o material da caixa e o tamanho da bracelete
É a parte que mais confunde na compra, porque não vem anunciada. A Band 11 existe com caixa em liga de alumínio em bege, verde, roxo, branco e preto, e com caixa em polímero em roxo e preto. Ou seja, há dois pretos diferentes e dois roxos diferentes, e a versão que hoje se vende através da nossa ligação é a de polímero, que pesa um grama menos e custa menos.
A bracelete muda da mesma maneira consoante a cor: a preta e a verde cobrem de 130 a 210 milímetros de pulso, e a branca, a roxa e a bege ficam entre 120 e 190. Quem tem o pulso fino agradece as segundas; quem o tem largo deve ficar-se pelas primeiras. Frente à Band 10 que substitui, o salto é de ecrã, 27 por cento maior e com o triplo do brilho declarado.
Sem GPS e sem pagar com o pulso
Faltam duas coisas e há que dizê-las. Não leva recetor GNSS, por isso, para ter o percurso de uma corrida, é preciso sair com o telemóvel no bolso. E de NFC não há rasto em toda a documentação, pelo que pagar a partir do pulso fica de fora. Quem não abdica do percurso sem telemóvel tem de olhar para outra família de aparelhos, a dos smartwatches desportivos.
A água, essa, entra: aguenta 5 ATM segundo a norma ISO 22810, o que na prática significa piscina e mar sem problema, e a Huawei pede expressamente que não se meta no duche quente, na sauna nem em águas termais, onde o vapor é o inimigo real. Também não é aparelho para frio extremo, o intervalo declarado vai de zero a trinta e cinco graus. E não atende chamadas, só as avisa.
A nossa avaliação final
Ponho-a à frente do que esta categoria tem publicado porque acerta no que se paga depois da compra: três anos de garantia do fabricante, e funciona tanto com Android como com iPhone. O ecrã é dos melhores do grupo e a autonomia real ronda a semana larga.
Falta-lhe GPS próprio e falta-lhe NFC, por isso, para quem sai a correr sem telemóvel ou quer pagar com o pulso, não é esta. E o registo na aplicação é um mau bocado que há que passar uma vez.
Avaliações (0)
Índice de conteúdos


Avaliações
Clear filtersAinda não há comentários