Redatora, responsável pelos ensaios e pela qualidade dos conteúdos. Bacharelato em Turismo pela Universidade de Sevilha (2002), técnica em Prevenção de Riscos Profissionais e com ampla experiência profissional nas áreas da medicina estética, da odontologia e da ergonomia. Especialista em…
Samsung Galaxy Fit 3
Pede um telemóvel Samsung Galaxy para dar tudo o que promete, e é a própria marca que o escreve na ficha.
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Preço verificado a 9 Set 2026 em 1 loja · intervalo 30 dias: 51,99€–51,99€
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Pros
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18,5 gramas que se esquecem no pulso a dormir
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Deteção de quedas e botão SOS neste patamar
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IP68 e 5 ATM, entra no duche e na piscina
Contras
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Exige um telemóvel Samsung Galaxy para tudo
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Obriga a várias aplicações e a uma conta Samsung
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Os 13 dias anunciados não se veem no pulso
Índice de conteúdos
Informação adicional
| Autonomia |
|---|
| Notificações |
| À prova de água |
| GPS |
| Pagamentos NFC |
| Modos desportivos |
Resumo
A Galaxy Fit3 é a resposta da Samsung às pulseiras de atividade mais acessíveis: ecrã AMOLED de 1,6 polegadas, corpo de alumínio e 18,5 gramas, num patamar que a deixa longe dos relógios da própria marca. É também das que menos se fazem notar no pulso, porque a esse peso soma-se menos de um centímetro de espessura. E, mesmo assim, não sobe mais no ranking por causa de um requisito que a Samsung só detalha no rodapé da sua própria ficha.
A Samsung Galaxy Fit3 num relance
Está entre as mais leves do grupo e isso nota-se sobretudo de noite. Com 18,5 gramas e menos de um centímetro de espessura, esquece-se no pulso, e é daí que lhe vem a vantagem: dorme-se com ela sem dar por ela, e é para isso que a maioria a compra.
A condição vem de fábrica. A Samsung especifica que a Fit3 tem de ser emparelhada com um smartphone Samsung Galaxy com Android 10 ou superior, e o GPS que usa é o desse telemóvel, porque não leva um recetor próprio. Também não há NFC nem pagamentos. Com um Galaxy do outro lado encaixa sem atrito; com qualquer outro, é uma aposta.
Os treze dias de bateria que a caixa anuncia são um teto, não uma média, e em uso normal ficam bastante abaixo.
A nossa avaliação: 7,6
Análise detalhada
A Samsung pede um telemóvel Galaxy, e é ela própria que o diz
Não é uma interpretação nossa nem uma queixa de fórum: está escrito nas notas de rodapé da ficha oficial da Samsung. A frase é que a Galaxy Fit3 tem de ser emparelhada com um smartphone Samsung Galaxy com Android 10 ou superior e um mínimo de 1,5 GB de memória. O registo do sono repete o mesmo requisito e acrescenta uma versão concreta da Samsung Health. A função de pressão arterial volta a exigir telemóvel Galaxy. E até os mostradores do relógio têm a sua própria nota a dizer que os Android que não são da Samsung não aceitam alguns deles.
O efeito prático resume-se a duas coisas. A primeira, que é preciso instalar várias aplicações da Samsung e criar uma conta da marca para a pulseira arrancar, o que noutras marcas se resolve com uma só app. A segunda, que se o telemóvel não for um Galaxy compra-se às cegas: pode ser que funcione o básico e pode ser que fique de fora metade do que se pagou. Para um iPhone não é sequer uma opção, e é por isto que não a recomendo a quem ande fora do ecossistema da Samsung.
Treze dias no papel, bastante menos no pulso
A Samsung declara uma bateria de 208 mAh com uma usabilidade típica de até treze dias, e o “até” faz todo o trabalho. Em uso corrente a autonomia fica à volta de uma semana, e medida em modo de voo, sem bluetooth e sem registo de pulsação, fica precisamente em metade do anunciado.
Continua a ser uma autonomia de vários dias, que é o que separa uma pulseira de um relógio inteligente, mas o número da caixa não é o que se vai ver. A Huawei Band 6, que também está neste ranking, anuncia catorze dias e joga no mesmo campeonato, por isso a diferença entre as duas não está na autonomia do papel. Está na exigência: a Fit3 pede um telemóvel Galaxy, e a Band 6 limita-se a avisar que com um iPhone a compatibilidade fica limitada.
Os 18 gramas são o seu melhor argumento
O corpo mede 42,9 por 28,8 por 9,9 milímetros e pesa 18,5 gramas, e é essa combinação que a deixa entre as mais leves do grupo. É uma pulseira com a qual se dorme sem que estorve, e quem a compara com um relógio inteligente de gama alta à hora de deitar chega sempre à mesma conclusão: mede de forma parecida e incomoda muitíssimo menos.
O ecrã AMOLED de 1,6 polegadas com 256 por 402 píxeis lê-se bem ao sol e a interface é fluida. Em segurança traz deteção de quedas e botão SOS, o que não é habitual neste patamar. Aguenta IP68 e 5 ATM, por isso o duche e a piscina entram sem discussão, e mede oxigénio no sangue além de pulsação, sono e stress, com mais de cem modos desportivos na lista.
Nem GPS próprio nem pagamentos com o pulso
As duas ausências vêm do mesmo sítio. Não há recetor GNSS: a Samsung explica que a Fit3 vai buscar o GPS ao telemóvel Galaxy emparelhado quando é preciso, portanto sair a correr sem telemóvel é sair sem rota. E não há NFC, nem uma única menção na ficha técnica, pelo que pagar a partir do pulso nem se coloca. Quem precise da rota sem levar o telemóvel no bolso já saiu da gama das pulseiras: o passo seguinte são os smartwatches desportivos, outra categoria e outro peso no pulso.
Fica um terceiro pormenor, menor e incomodativo: as notificações nem sempre chegam completas, e a ligação ao telemóvel chega a cair de poucos em poucos dias, sem aviso nenhum de que se desligou. Não é o comportamento geral, mas convém tê-lo em conta se a pulseira se compra precisamente para não tirar o telemóvel do bolso.
Que caixa vai chegar e em que difere da Fit2
Vende-se em prateado, cinzento e ouro rosa, com a mesma máquina lá dentro nos três casos; o que muda é só a cor. Face à Fit2 que substitui, o salto está no ecrã, que passa de uma tira estreita para um formato largo de 1,6 polegadas, no corpo de alumínio e nas funções de segurança. A lógica de fundo, isso sim, é a de sempre: continua a ser uma pulseira pensada para viver agarrada a um telemóvel da marca, e é essa dependência que mais a separa do resto da categoria de smartbands. A garantia de dois anos é assegurada pelo fabricante.
A nossa avaliação final
Com um telemóvel Samsung no bolso, esta é das compras mais redondas deste ranking: 18,5 gramas que se esquecem à noite, medição de oxigénio no sangue além de pulsação, sono e stress, e deteção de quedas com botão SOS, que não é o costume neste patamar.
Fora desse caso, a história muda. Sem telemóvel Galaxy compra-se uma pulseira limitada, sem GPS próprio e sem pagamentos, com uma bateria que não chega ao que a caixa anuncia. É por isso que não a ponho mais acima.
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