Redatora, responsável pelos ensaios e pela qualidade dos conteúdos. Bacharelato em Turismo pela Universidade de Sevilha (2002), técnica em Prevenção de Riscos Profissionais e com ampla experiência profissional nas áreas da medicina estética, da odontologia e da ergonomia. Especialista em…
Xiaomi Smart Band 10 Pro
A única do ranking que desenha o percurso sozinha, sem telemóvel no bolso, e a que mais dias aguenta entre cargas.
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Pros
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Recetor GNSS próprio, regista o percurso sem telemóvel
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Até 21 dias declarados, e 15 dias com tudo a monitorizar
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Ecrã AMOLED de 1,74 polegadas com 2.000 nits de brilho
Contras
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Pagar pelo pulso obriga a passar pela Curve
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As duas referências confundem-se ao comprar
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Ecrã maior, mas a letra continua do mesmo tamanho
Índice de conteúdos
Informação adicional
| Autonomia |
|---|
| Notificações |
| À prova de água |
| GPS |
| Pagamentos NFC |
| Modos desportivos |
Resumo
Sair de casa com a pulseira no pulso e mais nada, correr, e voltar com o percurso desenhado no mapa. É isto que a separa das restantes pulseiras deste ranking, que precisam do telemóvel no bolso para saber por onde se andou. O resto do pacote acompanha, com caixa de alumínio, um ecrã de 1,74 polegadas e um perfil fino que a põe mais perto de um relógio retangular do que da pulseirinha estreita de sempre. Vende-se em duas referências que se parecem tanto que se trocam no carrinho, e é aí que convém olhar primeiro, antes mesmo das funções.
O Xiaomi Smart Band 10 Pro num relance
Sabe por onde andou sem o telemóvel por perto. Monta recetor GNSS próprio com cinco constelações, por isso a corrida ou a volta de bicicleta ficam registadas por ela sozinha. A outra pulseira que o ranking de smartbands mostra hoje, a Huawei Band 6, não tem recetor próprio e vai buscar a posição ao telemóvel.
A segunda razão para a comprar é a autonomia. A marca declara 21 dias, e a sua própria folha de especificações baixa esse número consoante o que estiver ligado: 21 dias em uso ligeiro, 15 dias em uso normal e 8 dias com o ecrã sempre aceso.
O senão está justamente no que a versão mais cara anuncia. O Xiaomi Pay não está suportado em Espanha, e a ficha técnica da marca não nomeia o serviço uma única vez, limitando-se a avisar que a disponibilidade do NFC varia consoante a região. Pagar pelo pulso passa por dar o cartão à Curve, que é uma aplicação de outra empresa.
A nossa avaliação: 7,9
Análise detalhada
Vinte e um dias, quinze ou oito, e a diferença está no que se liga
O número do cartaz não está inflacionado, é o melhor de três cenários que a própria marca publica ao lado da bateria de 350 mAh. Os 21 dias saem do uso mais suave. Com monitorização contínua de frequência cardíaca, oxigénio no sangue e sono, a conta desce para 15 dias. Com o ecrã permanentemente aceso, fica em 8 dias. São três números muito diferentes para o mesmo aparelho, e o que se vai viver depende do que se deixar ligado.
Na prática aguenta o que promete o cenário do meio. Com duas horas de desporto por dia fica-se por duas semanas largas, e é isso que melhor a define, acima do ecrã e acima dos sensores. Face aos aparelhos que pedem cabo a cada quatro ou cinco dias, a diferença nota-se na rotina e não na ficha técnica.
O percurso sem telemóvel, que aqui não tem quem lhe faça frente
O recetor GNSS admite as cinco constelações principais, GPS, GLONASS, BeiDou, Galileo e QZSS, e trabalha de forma independente do telemóvel. Traduzido: sai-se a correr só com a pulseira e, ao voltar, o percurso está lá. Nas restantes pulseiras de atividade que aqui comparamos o mapa vem do telemóvel, por isso ou se leva no bolso ou não há rota nenhuma.
O bloco de sensores completa-se com o ótico de frequência cardíaca com medição de oxigénio no sangue, acelerómetro, giroscópio, bússola eletrónica e sensor de luz ambiente, com mais de 150 modos desportivos na lista. Convém saber que o GNSS é, de longe, o que mais bateria gasta do conjunto, e que os dias declarados acima estão calculados com ele desligado. É por isto que a recomendo a quem treina, não pelo resto da ficha; quem quiser um relógio de corrida a sério está a olhar para outra prateleira, a dos smartwatches desportivos.
O pagamento pelo pulso passa por um intermediário
Aqui está o que decide mesmo a compra, e não vem no cabeçalho do anúncio. A versão com NFC vende-se como pagamento sem contacto, e o serviço próprio da marca não opera em Espanha: a página de especificações não nomeia o Xiaomi Pay uma única vez e remata a avisar que a disponibilidade do serviço NFC pode variar consoante a região, pelo que convém confirmar esse ponto antes de pagar. Quem quiser pagar com a pulseira tem de se registar na Curve, meter lá o cartão e pagar através desse intermediário.
A configuração leva uns minutos e a partir daí o pagamento corre sem sobressaltos na loja. O que incomoda não é falhar, é ficar a saber depois de comprar. Não a recomendo a quem esteja a pagar precisamente pelo chip, porque o que se leva para casa não é o que se percebe ao ler NFC na caixa.
Mais ecrã, a mesma letra
O ecrã é AMOLED de 1,74 polegadas com 2.000 nits de brilho e molduras muito finas, e lê-se de sobra em pleno sol. Com 21,5 gramas e 9,7 mm de espessura não pesa no pulso, embora quem venha de uma pulseira estreita note que ocupa mais lugar.
Há um pormenor que não aparece em nenhuma ficha técnica e que interessa a quem esteja a subir a partir da Band 10 normal à procura de ver melhor: os tamanhos de letra das notificações e dos menus são os mesmos. O ecrã cresce, o texto não, por isso o que se ganha é superfície e não legibilidade. É o género de pormenor que nenhuma folha de especificações anuncia, e pesa-me mais do que parece à primeira vista.
Qual das duas referências, e o que muda face à anterior
Com NFC e sem NFC são a mesma máquina. Mesmo corpo, mesmo ecrã, mesma bateria, mesmos sensores e os mesmos dias de autonomia; a única coisa que muda é o chip de pagamento. A diferença de preço entre as duas referências é de cêntimos, por isso o argumento da poupança não se sustenta e a decisão é outra: se a Curve entrar nos planos, vale a de NFC; se não entrar, tanto faz qual caia no carrinho.
O que é mesmo preciso fazer é confirmar a referência concreta antes de pagar, porque as duas partilham título e fotografia e o anúncio quase não as distingue. E quem venha da Smart Band 9 Pro que faça as contas com calma: o salto é de acabamento e de ecrã mais do que de funções, é mais fina e mais leve, mas não vai encontrar nada que a anterior não fizesse.
A nossa avaliação final
É a pulseira deste grupo para quem sai a mexer-se sem o telemóvel. O recetor GNSS próprio não o tem mais ninguém por aqui, a bateria aguenta o que diz o cenário do meio e o ecrã é o melhor do conjunto. É por isso que fica onde fica.
Não chega mais acima por causa do pagamento. Comprar uma pulseira pelo NFC e descobrir depois que é preciso meter uma empresa pelo meio é uma desilusão evitável, e a marca não o conta onde se compra. A quem o NFC for indiferente, esse senão desaparece e a pulseira sobe sozinha.
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