Análise dos aspetos técnicos dos produtos e redação de conteúdos. Licenciado em Radioeletrónica pela Universidade de Cádis e apaixonado por tecnologia e por tudo o que tenha que ver com nutrição e desporto.
Panasonic ER-DGP65
Nenhuma outra da comparação entra em cabelo denso com esta desenvoltura; o que lhe falta não está no corte, está na caixa.
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Preço verificado a 12 Set 2026 em 1 loja · intervalo 30 dias: 166,81€–166,81€
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Pros
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Não perde rotações nem em cabelo denso
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O pente-guia não entope nem se desloca ao pressionar
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Comprimento uniforme ao saltar de 12 mm para 3 mm
Contras
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Não traz base de carga: o cabo liga-se ao corpo
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A lâmina nua para nos 2 mm e o pente arranca nos 3 mm
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Manutenção com escova e óleo, nunca sob a torneira
Índice de conteúdos
Informação adicional
| Comprimentos de corte | 11 (0,8-15mm) |
|---|---|
| Largura de corte | 40mm |
| Autonomia | 50min |
| Tempo de carregamento | 1h |
| À prova de água | ❌ |
| Tamanho | 4,5 x 4,8 x 17,9cm |
| Peso | 265gr |
| Acessórios | Base de carregamento + 3 guias de pente |
Resumo
O ER-DGP65 encabeça esta comparação pela única coisa que decide mesmo uma máquina de cortar cabelo: entra no cabelo e sai sem se prender. O que lhe tira décimas está fora da lâmina, e são três pontos muito concretos que convém ter presentes antes de decidir.
O Panasonic ER-DGP65 num relance
Com cabelo espesso não bloqueia nem dá puxões: o motor mantém as rotações e a madeixa sai cortada à primeira, sem repassar a mesma zona duas vezes. Ao mudar de comprimento também não deixa degraus, e o salto do pente de 12 mm para o de 3 mm na mesma cabeça fica uniforme. O cabelo cortado não se acumula dentro do pente-guia, por isso o corte não se interrompe de duas em duas passagens para o esvaziar.
As queixas vão por outro lado. Não traz base de carga: o cabo liga-se diretamente ao corpo do aparelho e não há onde a pousar de pé. A bateria cumpre sem sobrar, à volta de cinco ou seis sessões de barba por carga. E a escala de comprimentos tem um buraco: com a lâmina nua corta de 0,8 a 2 mm e o pente mais curto começa nos 3 mm, pelo que entre essas duas medidas não existe comprimento nenhum.
O contrapeso à bateria é de peso: funciona ligada à corrente sem limite de tempo e com um cabo verdadeiramente comprido, por isso ficar sem carga a meio de uma cabeça não obriga a parar. Para ver onde isto a coloca, tem a lista completa em máquinas de cortar cabelo.
A nossa avaliação: 9,0
Análise detalhada
Em cabelo denso não perde rotações
A lâmina mete-se no cabelo espesso sem o puxão que denuncia as domésticas baratas: o motor não sente a densidade e o corte resolve-se em poucas passagens. A diferença prática é acabar uma cabeça em dez minutos ou andar vinte a lutar com ela.
É aqui que se separa das económicas da mesma lista. O Remington HC5035 ColorCut tem um motor curto que pode puxar ou aquecer quando a sessão se alonga, e essa é precisamente a fronteira que o ER-DGP65 não atravessa.
O acabamento também não se ressente ao mudar de comprimento. Passar do pente comprido para o de 3 mm deixa uma transição limpa, sem o degrau que obriga a repassar os contornos a olho. Com cabelo especialmente grosso aparece algum caso solto que pede uma segunda passagem para ficar uniforme, mas é a exceção.
Faz pouco barulho para o que corta e vibra ligeiramente na mão, o suficiente para se notar sem chegar a incomodar.
Pentes que não entopem nem abanam
Dois pormenores que só se percebem com a máquina a trabalhar. O primeiro, que o cabelo cortado não fica preso dentro do pente-guia, o que noutras máquinas obriga a parar para o sacudir a cada bocado. O segundo, que o pente aguenta a pressão sem se deslocar: pode encostar-se ao crânio e o comprimento continua a ser o que se marcou, além de deslizar sem arranhar.
A bolsa que a acompanha é simbólica: cabe a máquina e pouco mais, nem sequer o carregador entra com ela.
O buraco entre 2 e 3 milímetros
Este é o dado que decide a compra e não aparece em nenhuma descrição. Sem pente, a lâmina trabalha entre 0,8 e 2 mm; com pente, o mais curto dos três começa nos 3 mm. Entre 2 e 3 não há nada. Quem usa o cabelo exatamente nessa faixa tem de escolher entre ficar-se pelos 3 mm ou ir de lâmina nua, à mão livre e sem a referência do pente.
Não é um defeito exclusivo desta casa: o Braun HC 5010 arrasta o mesmo problema, com a lâmina nua a descer aos 0,7 mm e o pente a começar nos 3 mm, sem nada pelo meio. Também não se resolve subindo de gama: o Philips HC7650 ajusta de milímetro a milímetro a partir dos 3 mm e traz ainda um pente adicional de 2 mm, mas entre esses 2 e esses 3 mm continua a não haver nada.
Os três pentes repartem depois o intervalo de 3 a 15 mm, que cobre o normal em casa e a barba à medida. A via para rapar muito curto é, portanto, a lâmina sozinha, e aí o aquecimento não está resolvido: há unidades que não sobem de temperatura por mais longa que seja a sessão e outras que, aos dez minutos, já queimam nas zonas finas. Não é um defeito de série nem uma garantia, é uma distribuição que convém conhecer antes de rapar à lâmina.
Sem base: o cabo liga-se à máquina
Não há suporte de carga onde a pousar de pé entre corte e corte, nem lugar onde arrumar os pentes. Carrega-se com o cabo metido no corpo do aparelho, e quem vem de uma Panasonic anterior com base nota-o desde o primeiro dia. É o que mais se nota em falta face às gerações anteriores da mesma casa.
A autonomia ronda os 40 minutos e a carga completa resolve-se numa hora, o que em casa dá cinco ou seis sessões de barba. Assim que a máquina entra em rotação semanal, esse número fica curto.
O seguro está em funcionar ligada à corrente sem limite de tempo, com um cabo bastante mais comprido do que é habitual. Se a bateria se esgotar a meio de uma cabeça, liga-se e termina-se o corte.
Escova e óleo, a torneira nem tocar
O cabeçal não se lava sob a torneira, e esse é o preço de poder trabalhar ligada à corrente. A manutenção é a seco: escova depois do corte e uma gota de óleo de tempos a tempos, como manda o manual. Com essa rotina a lâmina chega ao ano e meio sem sinais de fraquejar.
É um ponto contra face às máquinas desta lista cujo cabeçal se enxagua sob a torneira e fica o assunto arrumado, como o Braun HC 5010. Do lado da escova está mais acompanhada, porque o Remington HC5810 Genius também não se lava com água. Aqui o gume depende de que essa rotina se cumpra.
ER-DGP65, ER-GP65 e as Panasonic da mesma família
Só existe uma versão à venda, em preto, sem packs nem kits que mudem o que vem dentro da caixa. A mesma máquina circula em alguns mercados como ER-GP65, com referência interna K-6170: se aparecer esse código, não é outro aparelho.
Dentro da família, as duas que costuma substituir são a ER-1611K, de há uma década, à qual costumava falhar antes a bateria do que o gume, e a ER-SC40. Essa SC40 lava-se sob a torneira e avisa da carga com três níveis, enquanto aqui o indicador são duas luzes, vermelha e verde, sem estados intermédios. Se enxaguar o cabeçal pesar mais do que cortar melhor, a SC40 é a que resolve isso; se mandar o corte, a atual é esta, base à parte.
A nossa avaliação final
Corta melhor do que qualquer outra desta comparação. Não perde rotações, não puxa e o pente nem se enche nem se mexe enquanto se faz pressão. É isso que decide uma máquina de cortar cabelo, e é por isso que continua a encabeçar a lista.
Quase um ponto perde-se no resto. Sem base de carga. Bateria curta para uso frequente. Nada entre 2 e 3 mm. Manutenção com escova e óleo, não com torneira. A bateria leva-se bem porque, ligada à corrente, não tem limite. O buraco de comprimentos não tem remédio: ou 3 mm com pente ou lâmina nua.
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