Escrito por Sergio Robles
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Atualizado:
Tradução e revisão para português de Sylvia García. A análise, os ensaios e a nota são da mesma equipa que assina a versão espanhola.

Beurer BM96

Mede depressa e em silêncio, e regista um eletrocardiograma de até dois minutos sem eu mudar de aparelho.

Puntuación total
9,5
Fiabilidad
9,8
Manejabilidad
9,1
Accesorios
9,4

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Ofertas

Evolução do preço — Beurer BM96

Preço verificado a 7 Set 2026 em 1 loja · intervalo 30 dias: 130,80€–130,80€

Pros

  • Eletrocardiograma de até 120 segundos no mesmo aparelho

  • Compressor suave, não acorda quem dorme ao lado

  • Entende-se bem com o Apple Health

Contras

  • O traçado num documento decente exige mensalidade

  • Emparelha à primeira num telemóvel e noutro não

  • O velcro da braçadeira deixa de agarrar com o uso

Informação adicional

AlimentaçãoPilas
Braçadeira
Memória
Utilizadores2 usuarios
Aviso de batimento irregular
Bluetooth
Tipo de mediçãoBrazo

Resumo

Este junta dois aparelhos numa só caixa. O Beurer BM96 mede a tensão como qualquer medidor de braço de mesa e, com os dedos pousados nos elétrodos, regista ainda um eletrocardiograma. É essa segunda função que explica o que custa, e nela está o melhor e o pior do modelo.

O Beurer BM96 num relance

O BM96 é um medidor de tensão de braço que regista também um eletrocardiograma de um canal, e é essa segunda função que o põe bastante acima do que custa um aparelho simples desta categoria de medidores de tensão, que mede igualmente bem. Mede enquanto insufla, por isso acaba antes e quase não se ouve.

Em precisão não dá desgostos: o ponto fraco está no software. O emparelhamento entra à primeira nuns telemóveis e noutros não há maneira, o traçado do eletrocardiograma sobe para a aplicação muito pior do que a tensão, e a porta USB não faz o que se espera dela.

Faz sentido em casa onde já se mede a tensão todos os dias e se quer dar mais um passo. Quem pretender guardar esses registos no computador vai levar uma desilusão.

A nossa avaliação: 9,5

Análise detalhada

A braçadeira agarra dos 22 aos 42 cm, e o velcro é o que envelhece primeiro

Cobre dos 22 aos 42 cm, por isso entra praticamente qualquer braço da casa, e o aparelho tem um controlo de colocação que avisa quando a braçadeira não ficou bem posta. Corrige pouco, porque costuma cair sozinha no sítio, e é das coisas que faz bem e sem ruído.

o beurer bm96 com a sua braçadeira e o elétrodo do eletrocardiograma

Onde falha é na largura: a banda é larga de mais e, em pessoas altas, ocupa quase todo o vão entre a axila e a dobra do cotovelo, e custa deixar livres os dois ou três centímetros da praxe. O tubo fica curto pelo mesmo motivo e obriga a ter a unidade encostada ao braço.

O velcro é o ponto fraco a sério. A superfície escorrega, apertá-la como deve ser com uma só mão custa, e o fecho gasta-se: por volta do ano começa a custar fixá-la e por volta do ano e meio deixa de agarrar. Antes disso já dá trabalho, porque se afrouxa enquanto o aparelho insufla.

Mede enquanto insufla, e isso muda a sensação de uso

O BM96 mede durante o enchimento e não ao esvaziar, como faz a maioria. A medição vai depressa e o compressor soa suave, sem o zumbido áspero da gama média, e se alguém dormir por perto agradece-se. É o mesmo princípio do OMRON Evolv, com as mesmas vantagens: aperta menos tempo e acaba mais cedo.

A precisão é o seu terreno firme. Os valores batem certo com os de outros medidores de braço e a coincidência mantém-se medição após medição, que é o que interessa num aparelho de seguimento; a exceção aparece no confronto com um aparelho que mede ao esvaziar, onde nem sempre coincidem. Acende ainda um aviso quando o batimento é irregular, e o fabricante anuncia deteção de fibrilação auricular e extrassístoles.

Eletrocardiograma: o que regista e o que te deixa levar

O eletrocardiograma é de um canal e regista-se pousando os dedos nos elétrodos do próprio aparelho, com durações de 30, 60, 90 e 120 segundos. Encontrar a postura que mantém o contacto estável durante dois minutos não é imediato, e o registo ressente-se assim que o contacto afrouxa.

Na aplicação aparece outro problema: os últimos segundos saem com um nível disparatado e muito ruído, seja qual for a duração escolhida, e esse troço final não serve para nada.

O pior vem depois. O traçado não se descarrega em PDF por conta própria: para o ter num documento apresentável há que passar pelo serviço de avaliação da Beurer, pago por mensalidade, e o relatório devolve a curva pequenina no meio de muito texto de enchimento. Nada disto vem claro na caixa.

Cinco teclas, dois perfis e um e-mail para cada um

O ecrã é grande e bem iluminado, com algarismos que se leem sem me aproximar, e o aparelho está bem rematado. O manuseamento é outra história: são cinco teclas e mesmo assim tenho de me sentar com o manual para acertar a data e a hora, e esse manual são 36 páginas de letra miúda. Num aparelho que vai acabar nas mãos de gente mais velha, isso é uma falha de conceção.

As teclas são táteis e disparam ao mínimo toque: basta segurar o aparelho depois de o ligar para trocar de utilizador sem querer, e a troca só se assinala com um número pequeno entre os algarismos grandes, por isso dou por ela quando já medi.

Guarda 60 registos por utilizador e tem dois perfis, que se escolhem com o M1 e o M2. Para um casal chega; para quem encadeia várias medições por dia enchem-se depressa, e o OMRON M7 guarda 100 registos repartidos por dois utilizadores. Pior é a repartição na aplicação: cada perfil precisa do seu próprio e-mail, e a aplicação sincroniza só o utilizador que tem configurado, por isso uma medição feita no perfil errado fica encalhada no aparelho.

A ligação ao telemóvel e uma porta USB que não deixa nada no computador

É aqui que o BM96 cai. O emparelhamento por Bluetooth é uma lotaria conforme o telemóvel: com um Android recente entra à primeira, com modelos um pouco mais antigos, mesmo atualizados, não há maneira, e há telemóveis que não são suportados. Isso não se sabe ao comprar, descobre-se em casa.

Mesmo emparelhado, a transferência não é estável: a tensão sobe quase sempre, o eletrocardiograma quase nunca, e a ligação pode cortar-se a meio, quando não deixa de transmitir de vez ao fim de poucas semanas. A porta USB é a outra desilusão. O cabo vem na caixa e o aparelho mostra PC no ecrã quando o ligo estando desligado, que é a única maneira de arrancar a sincronização, e a documentação não o conta.

O pior é o destino dos dados, que não ficam no computador: passam ao largo, a caminho da nuvem da Beurer. O que funciona mesmo bem é a ligação ao Apple Health. Quem preferir o histórico fora de qualquer nuvem tem aparelhos sem ligação nenhuma, como o Medisana BU516, em que o registo se consulta no próprio ecrã.

Só pilhas, e nem sequer aceita adaptador de corrente

Funciona só com pilhas e não aceita adaptador de corrente, nem sequer opcional. Num aparelho de mesa desta gama isso destoa: o compressor, o ecrã iluminado, o Bluetooth e o eletrocardiograma saem todos das pilhas, e este não é um modelo de viagem que vá sair do seu canto. Noutros de mesa compra-se à parte; aqui nem isso.

Versões: o BM96 e o ME90 de bolso

A Beurer tem também o ME90, a variante de bolso, centrada no eletrocardiograma. O BM96 é o modelo grande, o de mesa com braçadeira de braço, e é o que se vende hoje como a opção completa da casa.

Entre os dois há duas diferenças que decidem. A primeira joga a favor do grande: o ME90 fica-se por registos de 30 segundos e o BM96 chega aos 120, com os degraus de 60 e 90 pelo caminho. A segunda joga contra e pesa muito: no ME90 os traçados descarregavam-se em PDF por conta própria e aqui essa saída desapareceu a favor do relatório pago. Se o eletrocardiograma for o principal, o pequeno faz esse trabalho com menos amarras.

9,5

A nossa avaliação final

Começo pelo que falha, porque é metade da análise. O Bluetooth funciona a espaços, conforme o telemóvel, o eletrocardiograma sobe para a aplicação muito pior do que a tensão, o USB não deixa os dados no computador e o traçado em condições vive atrás de uma mensalidade. E há um desgaste anunciado: o velcro da braçadeira rende-se antes do resto.

E mesmo assim o 9,5 sustenta-se, porque o hardware é de outro campeonato. Mede depressa, mede bem, o compressor não incomoda, a braçadeira abrange dos 22 aos 42 cm e um eletrocardiograma de até dois minutos não o tem quase nenhum medidor doméstico. Com um telemóvel recente e sem mais pretensão do que ver os registos na aplicação, é dos mais completos que podes pôr em casa; se querias os dados no computador, a metade que falha é a que te importava.

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