Redatora, responsável pelos ensaios e pela qualidade dos conteúdos. Bacharelato em Turismo pela Universidade de Sevilha (2002), técnica em Prevenção de Riscos Profissionais e com ampla experiência profissional nas áreas da medicina estética, da odontologia e da ergonomia. Especialista em…
SIHOO Doro C300
O tecido elástico do assento reparte o peso sem pontos de pressão, numa cadeira cara que deixa o apoio lombar fixo.
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Preço verificado a 9 Set 2026 em 1 loja · intervalo 30 dias: 326,99€–326,99€
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Pros
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Tecido elástico do assento sem pontos de pressão
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Apoios de braço com três eixos e almofada mole
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Encosto que reclina e bloqueia no ângulo escolhido
Contras
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Sem ajuste lombar numa cadeira deste preço
-
Assento curto de profundidade para pernas longas
-
Rodas de plástico duro que rolam a custo
Índice de conteúdos
Informação adicional
| Material | |
|---|---|
| Cores | |
| Apoio de braços | |
| Encosto | |
| Apoio de cabeça | |
| Rodas | Plástico |
| Peso máximo | 150Kg |
| Respirável | ✔ |
| Adequado para pavimento em parquet | ❌ |
Resumo
A Doro C300 é a aposta da SIHOO para o segmento alto e o modelo com mais rodagem da marca a seguir à M57. Convém dizê-lo já, porque nesta categoria há duas cadeiras SIHOO e, lidas seguidas, confundem-se: esta não é a SIHOO M57 que lidera o nosso ranking, é outra cadeira, mais cara, com outra construção e outra lista de ajustes.
A SIHOO Doro C300 num relance
Custa mais do que qualquer outra desta lista e isso percebe-se logo ao sentar: o tecido elástico do assento distribui o peso de uma forma que nenhuma malha esticada consegue.
Os apoios de braço movem-se em altura, em profundidade e em rotação, com almofada bem mole, e a montagem, ainda que longa, vem bem organizada, com as peças marcadas por cores.
Tem duas coisas difíceis de encaixar num modelo deste nível: o apoio lombar não se regula e o assento é curto de profundidade, pelo que com pernas longas o peso acaba a recair nas coxas.
A nossa avaliação: 7,4
Análise detalhada
São vinte e três quilos de cadeira, com tecido elástico no assento e no encosto, apoios de braço com movimento em três eixos, encosto reclinável com bloqueio e 150 kg de carga declarada. Nada disto é conversa de catálogo, está lá tudo. A discussão é outra: se, pelo que custa, chega.
O tecido elástico é o melhor que tem
O assento não é espuma estofada nem malha esticada à maneira habitual, mas um tecido elástico montado sobre uma armação, que cede de forma progressiva com o peso. A sensação ao sentar é diferente de tudo o resto desta comparação, com o corpo apoiado sem pontos de pressão concretos, e é o que mais se agradece a partir da terceira hora. Ventila também melhor do que qualquer estofo acolchoado.
O encosto usa o mesmo princípio, com uma peça na zona lombar que acompanha a curva das costas. Bem resolvido, até se querer ajustá-lo.
Um apoio lombar que não se regula
É o senão mais difícil de justificar nesta cadeira. O apoio lombar é fixo: não sobe, não desce e não se aproxima. Toda a ergonomia depende de a curva das costas de quem se senta coincidir com o sítio onde o fabricante o colocou. Se coincidir, a cadeira é excelente; se não coincidir, pode ajustar-se tudo o resto e aquela zona continua sem encontrar apoio.
Dá que pensar, porque a própria marca resolve isto na M57, que custa bastante menos e leva uma almofada lombar que se regula na vertical e em profundidade. Na cadeira cara tiraram o ajuste que a barata tem. Por isso não a recomendo a quem compre às cegas: esta é uma cadeira para encomendar com o prazo de devolução na cabeça.
Um assento curto para pernas longas
A profundidade do assento fica abaixo do que pede um corpo alto. Com pernas longas, a parte de trás da coxa fica sem apoio e o peso distribui-se pior do que devia, pelo que ao fim de vinte minutos aparece a vontade de se levantar. Somado ao lombar fixo, o resultado é uma cadeira que pode não encaixar apesar de ter quinze ajustes.
Quem procura precisamente sítio para pernas longas tem nesta mesma lista a SONGMICS OBG65BK, com um assento bastante mais profundo, ainda que estofada em pele sintética e sem nada parecido com este tecido.
Os apoios de braço, sem senões
Sobem, descem, avançam e rodam, e a almofada é das moles a sério, não do plástico duro que se vê em várias das cadeiras ergonómicas de escritório desta categoria. É o componente onde o preço se nota de imediato e o que faz com que escrever várias horas seguidas seja confortável.
Um encosto que já partiu a mais do que um
Com ano e meio de utilização apareceram roturas na zona onde o encosto se une ao conjunto, com a cadeira a partir por aí ao ser empurrada contra a secretária. Não acontece a todas, mas é uma falha estrutural e numa cadeira deste nível pesa mais do que numa das baratas. A garantia responde e a SIHOO trata da devolução, embora o processo se possa arrastar semanas.
Montagem longa, mas ordenada
Vinte e três quilos repartidos por uma caixa volumosa, com as peças dos braços marcadas por cores e um par de luvas incluído. Leva mais tempo do que o fabricante anuncia e há um passo onde quase toda a gente encrava: ao colocar o mecanismo por baixo do assento é preciso deixar alinhados os furos dos parafusos dos braços, caso contrário há que desmontar e recomeçar. Com método, resolve-se sem sobressaltos.
As rodas destoam do conjunto
São de plástico duro e rolam a custo mesmo com o peso da cadeira em cima, pelo que em soalho de madeira ou pavimento flutuante não são boa companhia. Numa cadeira em que tudo o resto está acima da média, é o pormenor que fica mal.
Doro C300 e M57, duas SIHOO que se confundem
A marca vende as duas ao mesmo tempo e a diferença de preço é grande, por isso vale a pena separá-las bem. A Doro C300 ganha no tecido do assento, nos apoios de braço e na presença. A M57 ganha no que decide o conforto a longo prazo: o lombar ajusta-se e a profundidade do assento não deixa a coxa sem apoio. A C300 existe ainda numa versão com apoio de pés retrátil, que sobe ainda mais o preço e não altera nada do anterior.
Pelo que valem uma e outra, ponho a M57 como a compra mais sensata das duas, salvo se o toque do assento elástico for exatamente o que se procura.
A nossa avaliação final
Materiais, apoios de braço e tecido do assento estão à altura do que custa, e a sensação ao sentar é a melhor da comparação. Como peça de mobiliário, joga noutro campeonato.
O que lhe pesa é uma decisão de desenho difícil de perceber numa cadeira cara: o apoio lombar é fixo. Com um assento que ainda por cima fica curto de profundidade, a cadeira encaixa ou não encaixa consoante o corpo, e a este nível de preço isso é muito risco.
Se o tecido elástico é o que se procura e a curva das costas coincide com a dele, não vai desiludir. Para tudo o resto, a M57 da própria SIHOO oferece mais ajuste por bastante menos dinheiro.
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