Análise dos aspetos técnicos dos produtos e redação de conteúdos. Licenciado em Radioeletrónica pela Universidade de Cádis e apaixonado por tecnologia e por tudo o que tenha que ver com nutrição e desporto.
Hatteker Kit
A bateria sai do punho e troca-se, por isso a máquina não morre no dia em que a célula se cansa.
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Ofertas
Preço verificado a 12 Set 2026 em 1 loja · intervalo 30 dias: 28,87€–31,99€
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Pros
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A bateria sai do punho e troca-se por outra
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Corta suave e faz pouco barulho
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O cabeçal desmonta-se e lava-se debaixo da torneira
Contras
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Não rapa a zero, pára nos 0,5 mm
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Os pentes-guia custam a encaixar e as patilhas cedem
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Ao rematar rente à pele voltam os puxões
Índice de conteúdos
Informação adicional
| Comprimentos de corte | 12 (0,5-25 mm) |
|---|---|
| Largura de corte | 35mm |
| Autonomia | 120min |
| À prova de água | ✔ |
| Peso | 600gr. |
| Acessórios | 6 pentes + 2 lâminas de precisão + pente + pente + base + carregador USB + bateria extra + escova de limpeza + bolsa |
Resumo
O Hatteker Kit vende-se como três aparelhos num só: máquina de cortar cabelo, aparador de barba e cabeçal de precisão. Por dentro é o RFC-690, com um antecessor quase igual atrás dele. O que o separa da enxurrada de multifunções parecidas não está nas lâminas, está no punho.
O Hatteker Kit num relance
O que faz bem, fá-lo com margem. Passa pelo cabelo sem prender, sem o zumbido de berbequim das máquinas de bazar, e a autonomia não prega sustos: doze minutos de corte acabam com o indicador de carga sem sair do topo.
O pormenor raro nesta gama está por baixo do punho: a bateria é amovível. Sai do corpo, troca-se por outra e o aparelho continua vivo quando a célula original já não rende. Umas unidades saem de fábrica com duas baterias e outras com uma só, sem que o anúncio o esclareça.
O grande senão é onde o corte termina. Não rapa a zero: pára em meio milímetro. E isso de não puxar vale para passar a máquina pelo cabelo, não para rematar rente à pele, onde os puxões voltam.
A nossa avaliação: 7,6
Análise detalhada
Corta suave enquanto não lhe pedir para ir rente à pele
A primeira coisa a dizer desta máquina é que não puxa o cabelo. Não é pormenor pequeno numa categoria em que metade dos desgostos é esse beliscão a meio da nuca: aqui o cabelo entra na lâmina e sai cortado, também em sessões longas. E é das silenciosas a sério, não das que o escrevem na caixa.

O limite chega assim que se lhe pede outra coisa. Ao passar de aparar para rematar rente à pele, e sobretudo em zonas delicadas, o puxão volta. É uma máquina de cortar e de aparar, não de barbear, e essa fronteira explica quase todas as desilusões que apanha.
O seu limite são cinco décimas de milímetro
A lâmina nua não deixa a pele a zero, deixa meio milímetro. Soa a nada e não é: vai de uma cabeça rapada a uma cabeça com sombra. Acima dessa marca o corte sai uniforme, e onde melhor se defende é nos comprimentos intermédios, o trecho em que muitas máquinas saltam de repente do pente mais curto para a lâmina nua: aqui a roda de alturas ajusta o comprimento sem pôr acessório.
Vale a pena comparar antes de decidir. O Braun HC 5010 é o caso contrário: sem pente desce aos 0,7 mm, com o pente o mínimo são 3 mm e entre esses dois números não existe nenhum comprimento. E se a ideia era descer abaixo do meio milímetro, não é aqui: o Philips HC7650 fica exactamente na mesma marca de 0,5 mm sem pente-guia, e o Remington HC5810 Genius nem lá chega, pára nos 0,8 mm.
A bateria troca-se, não se reforma com a máquina
Este é o seu argumento, e nesta gama é raro. A bateria sai do corpo e substitui-se: quando a célula envelhece, em vez de deitar fora o aparelho inteiro entra uma nova e a máquina continua a trabalhar. Sei de casos com até quatro baterias a rodar para a mesma máquina. Isso transforma uma máquina de gama média em algo que se renova por dentro, e explica que haja quem repita a marca na compra seguinte.
A autonomia acompanha. A ficha declara duas horas e meia de trabalho e hora e meia de carga, números que ninguém mediu; o que se comprova é mais modesto: doze minutos de corte não movem o indicador do topo, e com uma sessão por semana passam meses até à tomada seguinte, sem decair em quase um ano de uso.
A base carrega, coisa que a do modelo anterior não fazia. Sei de quem a continuou a usar com o cabo ligado, mas é um dado solto e não o damos por fechado.
Os pentes são a peça que cede
O kit chega bem servido de pentes e cabeçais, e é esse plástico que marca quanto vai durar o conjunto. O encaixe das guias custa: pôr e tirar não é um gesto limpo, há que forçar, e as patilhas cedem se a troca se fizer à pressa. Já há guias partidas pelo caminho, e quem parte a que mais usa fica com uma máquina que corta na perfeição e um comprimento que já não consegue fazer.
Junta-se um pormenor do dia a dia: não há bolsa nem suporte para os pentes, tudo volta à caixa original. E as peças sobressalentes não aparecem com facilidade: quem partiu a lâmina principal não encontrou substituição avulsa e acabou a comprar outra máquina inteira.
O cabeçal vai à torneira, e o corpo é grosso na mão
A manutenção é das cómodas da categoria: o cabeçal de corte desmonta-se e enxagua-se debaixo da torneira, sem escova obrigatória nem ritual de óleo. Lavá-la assim não passou factura a quem o faz há tempo.
É um ponto a favor que não é comum a toda a lista. O Remington HC5035 ColorCut não é à prova de água e obriga à escova, e o HC5810 Genius também não se lava com água. O Braun HC 5010, esse, também vai debaixo da torneira, por isso aqui o Hatteker empata com ele em vez de ganhar.
O corpo, em contrapartida, é grosso e pouco anatómico. Não é unânime que incomode: a mesma largura que a uns estorva a outros dá sensação de máquina bem plantada, embora com a mão pequena se note. Em troca, corpo e motor aguentam: quem vai na segunda unidade não a comprou por avaria, mas por roturas próprias.
Que Hatteker é este e em que difere do anterior
Sob o nosso link vende-se o RFC-690, o kit de três cabeçais com lâminas em aço de alto carbono. Atrás existe o modelo anterior da marca, todo preto, com o mesmo corpo e na mesma faixa de preço: mecânica e electronicamente são a mesma máquina, e o que muda é a base, um pedaço de plástico no velho, carregador neste. Do modelo de 2019 a única coisa a apontar-lhe é que pedia tomada de poucos em poucos usos.
A variação que importa é o conteúdo da caixa: umas unidades chegam com bateria sobressalente e outras com uma só, sem maneira de saber qual calha antes de a abrir; se a segunda bateria é o motivo da compra, pode não vir. Circula ainda outro modelo da marca por identificar. Se já tem o preto anterior e funciona, a troca não compensa; se entra de novas, este é o que se vende hoje.
Na lista de máquinas de cortar cabelo ocupa um lugar que mais nenhuma reclama: não é a que corta melhor nem a que traz mais pentes, é a que se renova por dentro.
A nossa avaliação final
Quatro baterias para uma só máquina retratam este aparelho melhor do que a sua lista de acessórios: quando a célula se cansa, sai do punho e entra outra, e o corpo, que é o que aqui aguenta a sério, continua a cortar. Numa categoria em que a máquina morre no dia em que morre a pilha, isso pesa mais do que um pente extra.
À volta há uma máquina que resolve o que decide a compra: não puxa o cabelo, faz pouco barulho e enxagua-se debaixo da torneira. Os dois preços a pagar notam-se desde o primeiro corte, não desce do meio milímetro e os pentes-guia trocam-se à custa de paciência.
Para cortar o cabelo em casa, manter barba de poucos dias e esquecer o carregador, é das compras tranquilas da sua faixa. Para deixar a cabeça rapada ou para rematar rente à pele, há que olhar para outra coisa.
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