Redatora, responsável pelos ensaios e pela qualidade dos conteúdos. Bacharelato em Turismo pela Universidade de Sevilha (2002), técnica em Prevenção de Riscos Profissionais e com ampla experiência profissional nas áreas da medicina estética, da odontologia e da ergonomia. Especialista em…
Philips Sonicare Diamond Clean HX9352/04
Carrega-se dentro de um copo de vidro e o estojo de viagem enche-o por USB, sem levar a base atrás.
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Ofertas
Preço verificado a 18 Set 2026 em 1 loja · intervalo 30 dias: 153,99€–199,70€
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Pros
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Desenho destacavel
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Inclui estojo-carregador
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Tencologia sonica muito eficaz
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Boa duração da bateria
Contras
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Um botão para todos os modos de funionamento
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Preço não acessível para todos
Índice de conteúdos
Informação adicional
| Tecnologia de limpeza | Sónico |
|---|---|
| Autonomia | 14 dias |
| Modos de escovagem | 5 |
| Estojo de armazenamento | |
| Sensor de pressão | Sim |
| Bluetooth | Não |
Resumo
Esta é a sónica de gama alta da Philips e percebe-se melhor pela forma como vive na casa de banho do que por qualquer ficha técnica: fica à vista, carrega-se sem cabos pendurados e o estojo trata do resto quando se sai de casa.
O Philips Sonicare Diamond Clean HX9352/04 num relance
O seu melhor argumento é o carregamento: deixa-se cair dentro de um copo de vidro que faz de base por indução, e o estojo de viagem enche-o por USB sem levar mais nada atrás. Soma 31.000 movimentos por minuto, cinco modos e sensor de pressão.
Antes de decidir há dois dados à frente de tudo: a autonomia real fica à volta de metade das duas semanas que a marca anuncia, e o copo de vidro é uma peça que falha, não um adorno.
A nossa avaliação: 9,0
Análise detalhada
Tecnologia e limpeza
Aqui não há cabeçal que rode. O cabo vibra a alta frequência e empurra a mistura de água e pasta por entre os dentes, e o resultado é das melhores limpezas desta lista, especialmente amável com a gengiva. É por isso que acaba nas mãos de quem tem gengivas que sangram ou dentes sensíveis.
O cabeçal é alongado e não redondo, e essa forma tem um ponto fraco concreto: na face interior dos dentes de baixo custa seguir a curva da arcada. Quem vem de um rotativo de cabeça redonda, que é o que ocupa a maior parte do nosso ranking de escovas de dentes elétricas, nota-o nas primeiras semanas, e nem toda a gente se habitua.
Modos de escovagem, e o botão único
São cinco programas, com o pormenor de que este modelo não inclui o modo Sensitive que outros Sonicare levam. Numa boca delicada essa ausência pesa mais do que a falta de dois ou três modos genéricos, porque é justamente o que se usaria todos os dias.
E há um senão de utilização que pesa no dia a dia: falta um botão dedicado à escolha do modo. Com um único botão a percorrer o ciclo inteiro, chegar ao programa que se quer é trabalhoso quando há pressa. A Sonicare ProtectiveClean, mais abaixo no ranking, resolve isso sem querer: só tem dois modos, por isso não há ciclo por onde se perder.
Bateria e carregamento
A marca anuncia duas semanas. Em uso normal o número fica à volta de metade, uns sete dias, o que continua a chegar para não a carregar todos os dias mas está longe do prometido. Com o copo por perto não é problema. Numa viagem longa, é.
O copo pede pontaria. Se deixo o cabo caído em vez de bem assente, há manhãs em que amanhece sem carga, e com o cabo molhado lá dentro o vidro suja-se, por isso seco-o antes de o guardar.
E é ele o ponto delicado do conjunto. É uma peça bonita e cómoda até deixar de carregar, algo que aparece por volta do primeiro ano, e a partir daí é indiferente como se limpa ou como se assenta a escova lá dentro. Quando isso acontece há que recorrer ao estojo de viagem ou a uma base alternativa, e o argumento principal do aparelho desaparece.
Durabilidade
É o capítulo que mais mudou nesta gama. Os Sonicare de há dez anos tinham fama de durar uma década. Na série dos nove mil o padrão é outro, com unidades que começam a dar guerra entre o segundo e o terceiro ano, com um chocalhar ao vibrar ou cabos que se ligam sozinhos. Não acontece a todo o parque, mas acontece o suficiente para se ter em conta quando se está a pagar a gama alta da marca. O que se compra aqui é um cabo selado que vai viver molhado duas vezes por dia, e as avarias que aparecem com os anos são dessa natureza, não de limpeza.
Conectividade
Leva Bluetooth e aplicação para acompanhar a escovagem. Funciona, mas é a parte do aparelho de que menos falta se sente quando falha, e falha: há unidades que perdem o emparelhamento ao fim de poucos dias e nunca mais o recuperam. Como a escova faz o mesmo trabalho sem ela, o problema é menor do que parece, e quem não quiser essa parte tem a versão não ligada.
O calcário nos botões e a haste que se solta
Com anos de uso saem duas avarias próprias deste modelo que nada têm a ver com limpar dentes, e sim com viver numa casa de banho. A primeira são os botões: em águas duras vão-se cobrindo de calcário por dentro, e chega um ponto em que o de mudar de modo deixa de responder e o de ligar só cede a apertar com força. É um problema de conceção num aparelho que se molha duas vezes por dia, não uma unidade defeituosa.
A segunda é mais incomodativa. Com o tempo, a vibração solta a haste onde encaixa o cabeçal, e a partir daí o cabeçal baila, faz um ruído feio e a escovagem perde força. Há quem tenha passado por três cabos em cinco anos exatamente com o mesmo sintoma, e em casas com duas unidades iguais falham as duas da mesma maneira, por isso não é questão de mau uso.
A contrapartida, e é justo dizê-la, é que a assistência da marca responde. Nesses casos o cabo é substituído depressa e sem discussão, por isso vale a pena guardar a fatura e registar a compra: aqui a garantia não é um trâmite teórico.
O aviso de mudança de cabeçal chega antes dos três meses
O cabo leva um sensor que avisa de quando toca mudar o cabeçal, e na prática salta por volta dos dois meses e meio, não aos três que a própria marca recomenda. A diferença parece pequena e não é: são cinco cabeçais por ano em vez de quatro, e estes estão entre os mais caros do mercado.
O aviso pode ignorar-se, porque a escova continua a trabalhar na mesma, mas o consumível deste aparelho é uma quota anual apreciável e o próprio aparelho empurra para a gastar um pouco antes do necessário.
Versões: qual chega hoje
A nossa análise está feita sobre o DiamondClean 9000, e a referência que hoje se serve por esta ligação é a 9400. É a mesma máquina dentro da mesma família: muda o número de cabeçais do pacote e algum acessório, não o motor nem a forma de limpar. O que convém mesmo ver antes de pagar é o que traz a caixa concreta, porque o copo de vidro e o estojo com carga são justamente o que separa uma versão da outra dentro da gama.
A gama vende-se ainda em várias cores, um pormenor que conta quando a escova fica à vista na casa de banho ou quando se compra para oferecer.
E se o que procura for a cabeça redonda em vez do cabeçal alongado, o outro caminho está no topo da nossa lista: a Oral-B iO 9n joga noutra tecnologia, com cabeçal redondo e ecrã a cores, e é a que encabeça o ranking português. A escolha entre as duas não é de potência, é de que forma de cabeçal se dá melhor com a sua boca.
A nossa avaliação final
Pense numa casa de banho onde a escova fica à vista e ninguém quer discutir com cabos. É esse o lugar deste DiamondClean: deixa-se cair no copo, carrega sozinho, limpa a fundo sem castigar a gengiva e até o estojo de viagem se encarrega de o encher por USB. Como objeto de uso diário é o mais agradável de toda a lista, e é isso que sustenta o 9,0.
O que há a aceitar é que as duas semanas de bateria são na realidade uma, que o copo pode deixar de carregar por volta do primeiro ano e que esta série já não dura os dez anos que duravam os Sonicare de antes. Com isso sabido, continua a ser a sónica que melhor se dá com uma boca delicada.
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