Redatora, responsável pelos ensaios e pela qualidade dos conteúdos. Bacharelato em Turismo pela Universidade de Sevilha (2002), técnica em Prevenção de Riscos Profissionais e com ampla experiência profissional nas áreas da medicina estética, da odontologia e da ergonomia. Especialista em…
Demita
Oito cabeçais de cores numa só caixa: equipa uma família inteira, e o motor rende-se antes deles.
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Ofertas
Preço verificado a 11 Set 2026 em 1 loja · intervalo 30 dias: 25,99€–25,99€
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Pros
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Oito cabeçais de cores, chegam para uma casa inteira
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IPX7 a sério, lava-se debaixo da torneira
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Estojo de transporte incluído e apenas 55 g
Contras
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O motor costuma render-se por volta do primeiro ano
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Fio de carregamento proprietário, difícil de repor
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Sem sensor de pressão nem indicador de bateria
Índice de conteúdos
Informação adicional
| Tecnologia de limpeza |
|---|
| Modos de escovagem |
| Autonomia |
| Sensor de pressão |
| Estojo de armazenamento |
| Bluetooth |
Resumo
É a escova de dentes elétrica mais barata desta lista e a que traz mais coisas dentro da caixa. O argumento não é a limpeza: é o consumível, oito cabeçais de cores que chegam para equipar uma casa inteira com um único cabo.
A escova elétrica Demita num relance
Sónica, cinco modos, estanque a sério, estojo de transporte e oito cabeçais de cores na caixa, que é o que a transforma na escova de uma família inteira com um só cabo. Pesa 55 g e a autonomia anunciada ronda o mês, com cerca de 4 horas de carga.
E é também a que menos aguenta. O motor e a bateria rendem-se cedo, com casos repetidos por volta do ano e algum aos três meses, e é só por isso que fecha esta lista.
A nossa avaliação: 5,8
Análise detalhada
Tecnologia e limpeza
Sónica, sem cabeçal que rode, com o cabo a vibrar a alta frequência e as 40.000 vibrações da limpeza sónica a fazer o trabalho. Limpa razoavelmente para o que custa e a diferença em relação a uma escova manual está lá, mas não engana quem vem de um rotativo de marca: a sensação de boca acabada de limpar fica abaixo, e não é raro acabar por voltar ao Oral-B do costume.
Os oito cabeçais, que são o seu verdadeiro trunfo
A caixa traz oito cabeçais em quatro cores, dois de cada, mais um de cerdas macias. Isso significa que um só aparelho serve uma família de quatro, cada um com a sua cor, e que o consumível fica resolvido para um par de anos. Numa categoria em que os cabeçais de substituição das marcas grandes são a despesa escondida que ninguém conta, esse pormenor vale mais do que um modo a mais.
A comparação faz-se sozinha com o resto da categoria: o Oral-B PRO 3 3000 chega com um único cabeçal e sem estojo, e no Oral-B iO 9n os cabeçais são exclusivos da série e não servem os de outras gamas da marca. Aqui a caixa resolve dois anos de escovagem logo no primeiro dia.
Modos de escovagem
Cinco, e sobram. Nenhum muda o suficiente em relação ao anterior para justificar procurá-lo, por isso na prática acaba por usar-se sempre o mesmo. É a diferença entre ter cinco programas e ter cinco programas úteis.
O que não traz, e onde se nota
Não tem sensor de pressão, não tem bluetooth e não tem indicador de bateria. O primeiro é o que pesa, porque é a função que trava a mão antes de castigar a gengiva. A Philips Sonicare ProtectiveClean, que assenta na mesma tecnologia sónica, avisa com uma vibração e um som quando se carrega de mais, e até a Oral-B PRO 750, que é dos modelos mais básicos da sua gama, o traz. Aqui a mão vai por sua conta, e a única saída é afrouxar e deixar o cabeçal trabalhar sem fazer força.
Durabilidade, que é o que afunda a nota
É o capítulo que decide e não admite meias tintas. O aparelho deixa de funcionar antes do tempo com uma frequência alta: casos aos três meses, casos ao ano e meio, unidades que param aos dois anos quase exatos e baterias que ao ano ficam sem autonomia. O sintoma varia, desde o cabo que não liga até ao motor que demora vinte segundos a arrancar.
Aparece ainda uma degradação curiosa antes do fim: a vibração torna-se inconsistente ao fim de poucas semanas, mais fraca uns dias e mais forte noutros, com arranques que se fazem esperar. Com os cabeçais ainda por estrear dentro da caixa, é o aparelho que acaba antes do consumível.
O quadro repete-se sempre pela mesma ordem: primeiro vai mais lento, depois custa a ligar, e um dia não arranca. O que se esgota por volta do ano é a bateria, e aí está o grosso das avarias. Não é azar de uma unidade isolada, é um componente que neste aparelho dura menos do que devia, e o que me pesa não é a limpeza, é o calendário.
Vale a pena saber ainda que esta escova é o mesmo aparelho que antes se vendia sob outra marca e com outro desenho, e que as duas versões se comportam igual. A estética muda, o interior não.
Carregamento e transporte
Estanque a sério, com classificação IPX7, por isso pode usar-se no duche e lavar-se debaixo da torneira sem receio, e o estojo de transporte vem incluído. O carregador merece parágrafo à parte: é um fio proprietário, com USB de um lado e uma ficha de pino do outro, por isso se se perder não se substitui com qualquer fio lá de casa. E da qualidade desse fio dependem algumas das falhas de carga.
Não carrega por indução nem por um conector normalizado, e essa é uma decisão de desenho que poupa na base e passa o risco para quem compra. As escovas que assentam numa base não têm esse problema: a do Oral-B Vitality170 é minúscula e vive num canto da casa de banho sem estorvar. Aqui, se o fio desaparece, fica o aparelho inteiro parado por causa de um acessório.
Versões
É um modelo sem gama à volta: não há uma versão superior da mesma marca para a qual subir nem uma inferior para cortar. O que muda entre lotes é o conteúdo da caixa, sobretudo o número de cabeçais, por isso vale a pena contar quantos entram no pacote concreto, porque é justamente o argumento pelo qual se compra.
A nossa avaliação final
Quem compra esta é quem precisa de equipar uma casa inteira e não pode pôr lá quatro Oral-B. Oito cabeçais de cores, um cabo que se pode levar para o duche, estojo incluído e um preço que não dói: para quem anda com aparelho dentário, para um filho que estreia escova elétrica ou para ter uma de reserva, cumpre de sobra. O problema é que se compra a saber que o aparelho dura menos do que os seus próprios cabeçais, com um padrão de avarias por volta do ano e uma vibração que se torna irregular bastante antes. Ponho-a a fechar o ranking por isso e não pela limpeza: compensa como escova de apoio e não como a escova de referência da casa. Para essa, o resto do ranking de escovas de dentes elétricas dá menos dores de cabeça.
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