Análise dos aspetos técnicos dos produtos e redação de conteúdos. Licenciado em Radioeletrónica pela Universidade de Cádis e apaixonado por tecnologia e por tudo o que tenha que ver com nutrição e desporto.
Scitec Nutrition 100% Whey Protein Professional
Cheio até cima, o doseador pesa 35 a 38 gramas em vez dos 30 da porção, sem dizer em lado nenhum a quantos equivale.
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Ofertas
Preço verificado a 13 Set 2026 em 1 loja · intervalo 30 dias: 41,50€–41,50€
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Pros
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Papaína e bromelaína na própria fórmula
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Mais de vinte sabores que aguentam com água
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Aminograma amplo, com L-leucina adicionada
Contras
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Um lote nem sempre sabe igual ao anterior
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O doseador cheio pesa 35 a 38 gramas, não 30
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O rótulo vem em inglês e é preciso decifrá-lo
Índice de conteúdos
Informação adicional
| Tipo | |
|---|---|
| Ração | 30g |
| Proteína/Ração | 22gr |
| Calorias | 112 kcal (dose de 30g) |
| Tamanho da embalagem | 1 -2 Kg |
| Sabores | +20 |
Resumo
Esta whey ganha por duas coisas que não são a pureza: leva duas enzimas digestivas na própria fórmula e sai das mais baratas por quilo do comparativo. E perde por outras duas, que também não vêm no rótulo: a constância entre lotes e o doseador.
A Scitec 100% Whey Protein Professional num relance
Mistura de concentrado e isolado com uma pureza próxima dos 74 %, 22 gramas de proteína por porção de 30 e um aminograma amplo, com enzimas digestivas dentro da própria fórmula.
É das mais baratas por quilo do comparativo e a fórmula aguenta a comparação com proteínas bastante mais caras, por isso o que falha não está no que o rótulo diz: está em que um lote nem sempre se parece com o anterior.
A nossa avaliação: 7,6
Análise detalhada
Está há anos entre as proteínas de soro mais vendidas em Espanha, e o catálogo explica-o: mais de vinte sabores e vários formatos, do saco pequeno à embalagem de quase um quilo. A fórmula está bem montada para o que custa, e nas análises independentes da Supplement Labtest aparece nos lugares de cima pelo conteúdo em leucina, o aminoácido que funciona como interruptor da síntese proteica. Dito isto, o rótulo não decide tudo: o que separa uma boa embalagem de uma sofrível é quanto um lote se parece com o anterior e quantos gramas cabem mesmo no doseador, que são as duas coisas que se veem a usá-la e não a lê-la.
Um apontamento de embalagem: o doseador vem no fundo
Nas embalagens grandes o doseador não vem por cima do pó, vem enterrado, por isso é fácil dá-lo por perdido quando na verdade continua lá dentro: basta mexer com algo comprido antes de dar a embalagem por incompleta. Dado por perdido, o que se segue é medir a olho com uma colher, e é a pior maneira de tomar esta proteína pelo motivo que se explica mais abaixo: o doseador não traz escrito a quantos gramas equivale.
Um lote nem sempre sabe igual ao anterior
É o ponto que me impede de lhe subir a nota. Em compras repetidas aparece o mesmo salto: embalagens que se dissolvem pior do que as do costume, com espuma abundante ao agitar, textura diferente e algum grumo solto que antes não saía. E funciona nos dois sentidos, porque a mudança também se nota para melhor: a receita atual está mais resolvida do que a de há uns dois anos.
A consequência prática é que a marca cumpre em média mas não garante que a embalagem de setembro seja idêntica à de março. Numa proteína que se compra por hábito, essa irregularidade pesa mais do que meio grama de leucina a mais ou a menos.
22 gramas por porção, e o que o doseador pesa de verdade
Cada porção de 30 gramas dá 22 de proteína, com mistura de vitaminas, minerais e aminoácidos, L-leucina adicionada e goma xantana como espessante, e é ela que faz a textura sair mais densa do que a de um isolado puro.
E um dado que o rótulo não dá: o doseador vem marcado com 1/2 e 3/4 mas não diz a quantos gramas equivale, e cheio até cima vai aos 35 ou 38 gramas. Ou seja, enchê-lo não dá uma porção, dá quase uma porção e um quarto, e ao longo de uma embalagem essa diferença nota-se no tempo que dura e no que custa. Três quartos de doseador ficam muito mais perto dos 30 gramas indicados.
O outro número que a separa das rivais diretas é o sódio, mais alto do que o da Gold Standard da Optimum Nutrition, algo que só importa se o resto da alimentação já vier carregada de sal.
Papaína e bromelaína: a quem compensam
A fórmula inclui duas enzimas digestivas, papaína e bromelaína, e é o seu argumento mais sólido. Estão lá para que a mistura de concentrado e isolado não fique pesada, e é justamente o que procura quem tolera mal a whey e não quer mudar para uma vegetal. Entre as suas notas altas, a digestão pesa tanto como o sabor.
Em troca vai adoçada com dextrose, sucralose e acessulfame K, e aí o resultado depende do sabor: os que levam fruta e chocolate branco ficam claramente enjoativos, ao ponto de custar acabar o copo, enquanto os de chocolate aguentam melhor a dose completa.
Mais de vinte sabores, e aguentam com água
É o seu outro trunfo real. A maior parte das proteínas deste escalão só sabe a alguma coisa misturada com leite, e esta mantém a intensidade também com água. O chocolate com avelã é, a meu ver, o melhor resolvido da gama, com um ponto que lembra o recheio de um bombom, e o de morango com chocolate branco é o que mais divide.
O rótulo, esse, vem em inglês, por isso a lista de ingredientes tem de ser decifrada.
A embalagem que se abre ao carregar no botão
A fórmula é a mesma em toda a gama, a embalagem não, e a que se abre ao carregar no botão muda a compra. Hoje o produto que aqui aparece é a embalagem de 920 gramas em morango com chocolate branco, e vende-se ainda em saco de 500 gramas, em formato de um quilo e na embalagem grande de 2,35 quilos.
A diferença entre uma e outra é o preço por quilo, que cai bastante no formato grande, e o risco que se assume: o sabor é o que mais divide nesta proteína, e morango com chocolate branco é precisamente o mais enjoativo da gama. Estrear a marca com 2,35 quilos de um sabor que pode não lhe agradar sai caro. O de 500 gramas existe justamente para isso.
A nossa avaliação final
Dentro do seu escalão de preço não há muitas fórmulas melhores: concentrado e isolado, aminograma completo, leucina de sobra e duas enzimas digestivas que a fórmula inclui a pensar em quem não lida bem com a proteína de soro.
O que lhe baixa a nota não é a fórmula, é a falta de constância: há lotes que se dissolvem pior do que outros. Se procura uma whey barata para o dia a dia e aceita que uma embalagem lhe pode sair melhor do que outra, encaixa. Se quer que a embalagem daqui a seis meses seja exatamente igual a esta, há opções mais regulares no comparativo.
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