Análise dos aspetos técnicos dos produtos e redação de conteúdos. Licenciado em Radioeletrónica pela Universidade de Cádis e apaixonado por tecnologia e por tudo o que tenha que ver com nutrição e desporto.
Iso Whey Zero de BioTech
Chega numa embalagem enorme cheia até um quarto, com a película interior que a marca confirma sair por selar de fábrica.
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Ofertas
Pros
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Zero lactose e sem glúten
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Pouco mais de 90 quilocalorias por porção
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21 g de proteína e 88 % de pureza
Contras
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Fica farinhenta e custa a dissolver-se
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Sai de fábrica com a película interior por selar
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O caramelo salgado sabe sobretudo a salgado
Índice de conteúdos
Informação adicional
| Tipo | |
|---|---|
| Ração | 30g |
| Proteína/Ração | 21g |
| Calorias | 93Kcal |
| Tamanho da embalagem | 500gr, 1Kg y 2,27Kg |
| Sabores | 17 |
Resumo
Há proteínas que se leem melhor do que se bebem, e esta é um exemplo claro. O rótulo tem tudo o que se pede a um isolado para quem não tolera a lactose, e a distância entre esse rótulo e o que sai no copo é exatamente o que lhe custa a nota.
A Iso Whey Zero da BioTech num relance
Zero lactose e sem glúten, com pouco mais de 90 quilocalorias por porção para 21 gramas de proteína e 88 % de pureza. No papel é das mais limpas do seu escalão.
No copo é outra coisa: fica farinhenta, o sabor puxa para o químico, e a embalagem chega cheia até cerca de um quarto da sua capacidade.
A nossa avaliação: 6,8
Análise detalhada
É uma das poucas opções para quem não tolera a lactose e não quer mudar para uma proteína vegetal, e é esse o seu verdadeiro argumento. A ultrafiltração a baixa temperatura que a marca declara procura conservar compostos como as imunoglobulinas, e a relação entre calorias e proteína está entre as melhores deste comparativo. O problema é tudo o resto.
Farinhenta, e custa a desfazer-se
O pó não acaba de se dissolver e deixa uma textura de farinha no copo. Agitar mais não o corrige por completo, e num isolado que se vende pela filtragem isso destoa.
Com o sabor passa-se o mesmo: sai demasiado químico e chega a enjoar ao fim de algum tempo, e o caramelo salgado é o caso mais claro, porque sabe sobretudo a salgado e o caramelo não aparece. Outros sabores da gama, como o tiramisu, saem bastante melhor.
A embalagem é enorme e chega cheia a um quarto
É a primeira coisa que surpreende ao abrir a caixa: uma embalagem gigante com o produto a encher apenas um quarto. Não há engano no peso, que é o declarado, mas é uma desproporção que se paga vezes sem conta, sobretudo tendo em conta o que custa.
O fabricante confirma que se embala assim
Sobre a embalagem aberta há um pormenor que muda bastante a leitura e que não aparece em nenhuma descrição do produto. Levado o caso à marca e ao vendedor, a resposta dos dois foi a mesma: a embalagem sai de fábrica com essa película interior por selar. Não é um lote adulterado nem um problema de transporte, é como se embala.
Sabê-lo poupa o susto de julgar que a embalagem vem violada, mas não o justifica. Num pó que se guarda aberto durante semanas, a película não está lá só para sossegar quem compra: é o que isola o produto da humidade do armário até à primeira utilização. Sem ela, a embalagem depende apenas da tampa de rosca desde que sai da fábrica, e num isolado que se vende pela filtragem essa poupança fica muito mal.
Os sabores nem sempre são o que diz o rótulo
O outro ponto é a identidade dos sabores: em algumas unidades o de caramelo sabe a baunilha e mais nada, e noutras o que domina é um fundo químico que cansa ao fim de poucas doses.
Tamanhos e sabores, com a mesma fórmula
Vende-se em vários tamanhos, da embalagem pequena à de mais de dois quilos, com a mesma fórmula em todos eles e um catálogo de sabores amplo. Entre as versões só muda o sabor e o preço por dose, que desce no formato grande.
Um apontamento útil para quem vem atrás do que ela anuncia: o zero lactose depende de se misturar bem, por isso a textura farinhenta e o seu principal argumento de venda andam, incomodamente, de mãos dadas.
Trinta e três doses, e por que formato começar
A embalagem de um quilo fica-se pelas trinta e três doses, a de meio quilo por dezasseis e a grande, de 2,27 quilos, chega às setenta e cinco. A uma dose por dia, a de um quilo cobre um mês e a grande dois meses e meio.
Estrear a marca pela embalagem pequena faz aqui mais sentido do que em qualquer outra da lista. Não é pela fórmula, que é a mesma em todos os formatos: é porque as duas coisas que a podem deitar a perder, a textura farinhenta e um sabor que pode sair diferente do que diz o rótulo, só se conhecem depois de abrir.
Posto de outra maneira, o formato grande é o que baixa o preço por dose e também o que mais castiga quem se engana. Comprometer dois meses e meio com uma embalagem que sai de fábrica por selar, e com um sabor que numa unidade sabe a caramelo e noutra a baunilha, é a compra que menos se percebe aqui.
A nossa avaliação final
Os números estão lá: 88 % de pureza, sem lactose nem glúten e muito poucas calorias por porção. Se a intolerância é o motivo por que procura uma proteína, entra na lista curta.
O que a faz descer é não se comportar como devia um isolado do seu preço: fica farinhenta, o sabor não acompanha e a embalagem sai de fábrica com a película interior por selar. Neste mesmo comparativo há isolados que resolvem o mesmo sem nenhuma dessas portagens.
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